Com a presença cada vez mais constante na sociedade do século 21, os robôs começam a preocupar os líderes da União Europeia (UE), que pretendem elaborar leis exclusivas para os autômatos, além de limitar o tipo de emprego que poderão exercer.

Conforme noticiado recentemente por um jornal de grande circulação na Inglaterra, o Express, uma recomendação do Parlamento Europeu à Comissão Europeia sugeriu a criação de leis rígidas sobre a limitação da atuação desses robôs em diversas áreas profissionais, com o objetivo de manter a estabilidade no mercado de trabalho dos países que compreendem o bloco econômico.

Embora a preocupação com o fato das máquinas substituírem os humanos em diversas áreas seja recente entre os líderes das nações mais influentes do planeta, desde a década de 50 esse tipo de realidade era descrito nos contos de ficção científica do mestre Isaac Asimov, intitulados Eu, Robô, que mais tarde virou filme protagonizado por Will Smith.

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Na época, Asimov havia previsto que a combinação de robôs com inteligência artificial avançada (IA) seria um grave problema enfrentado por todos.

De acordo com o relatório, a IA pode superar a inteligência humana em poucas décadas. Membros do Parlamento temem que, após se tornarem mais inteligentes do que nós, as máquinas não estariam mais sujeitas ao controle humano e poderiam agir conforme suas próprias determinações.

Inspirado no filme ‘Eu, Robô’, o documento enviado à Comissão Europeia ressaltou as três leis que deverão ser seguidas pelos ‘homens de lata’. A primeira diz que um robô não deve prejudicar qualquer ser humano; a segunda que ele tem que obedecer aos seres humanos, e a última enfatiza que nenhum robô pode prejudicar a humanidade.

Na sequência, o relatório expõe que eles serão desenvolvidos com senso de direitos e responsabilidades, e poderão ser punidos por quaisquer danos causados.

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Além disso, no futuro serão classificados como ‘robôs inteligentes’, e supervisionados pela Agência Europeia para a robótica e inteligência artificial.

Membros da UE também sugeriram a criação de um seguro obrigatório para que os fabricantes sejam responsabilizados por qualquer dano causado pelos autômatos. Com intuito de impedir o desemprego em massa e o desequilíbrio econômico, políticos pretendem limitar o número de postos de trabalho humano que poderão ser substituídos por IA e robôs.

Cada vez mais numerosos

O crescente número de robôs preocupa a União Europeia, que aponta o fato dessas vendas terem aumentado 17% entre os anos de 2010 e 2014. Segundo a Federação Internacional de Robótica, em 2015 houve recordes de vendas, com quase um quarto de milhão de robôs comercializados em todo o mundo.

O temor da União Europeia é que um grande número de empregos na indústria atualmente exercidos por humanos seja substituído por robôs, num futuro breve. Coreia do Sul, Japão e Alemanha são os países com a maior densidade de autômatos.

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Se o mundo não elaborar um plano envolvendo os robôs no mercado de trabalho, logo, logo, estaremos competindo com as máquinas. #Curiosidades