Todos os dias milhares de mulheres são vítimas de #Violência em todo o mundo, sobretudo no que se trata de violência sexual. A maior parte dos casos, infelizmente, não chega ao conhecimento das autoridades policiais, seja por medo, vergonha ou descrença de que o culpado será punido.

Nos Estados Unidos, mais precisamente em uma das universidades mais conceituadas do país, a Stanford, uma mulher, que teve sua identidade preservada, foi vítima de um estupro em janeiro de 2015 e nessa semana, o estuprador foi condenado à apenas seis meses de prisão e o pai do criminoso defendeu o filho, alegando que ele não deveria ser punido por um ato sexual de vinte minutos.

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O caso repercutiu em todo o mundo e como era de se esperar, o desfecho dessa triste história chegou aos ouvidos de autoridades políticas, como o vice-presidente americano, Joe Biden.

Joe se sensibilizou com o caso e escreveu uma carta para a vítima, intitulada por ele de: "Uma carta aberta para uma mulher muito corajosa". O vice-presidente disse que não sabia o nome da moça, mas sabia muito bem que diversas pessoas haviam falhado com ela desde a noite em que foi estuprada até depois do julgamento.

Ela a chamou de guerreira e corajosa, por não ficar quieta diante da violência sofrida e ter fôlego para reviver nos tribunais e em seu desabafo, toda a violência que sofreu há pouco mais de um ano. Joe também disse se sentir enraivecido pela violência que a americana sofreu e também por viver em uma sociedade onde uma vítima precisa provar o seu verdadeiro valor diante de um ato tão mesquinho e cruel.

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Biden lamentou que no dia do estupro, ocorrido em uma festa, todos os presentes tenham virado as costas julgando se tratar só mais "uma noite louca", não oferecendo ajuda para alguém incapacitada de se defender.

O vice-presidente citou a hipocrisia humana dos que a questionaram sobre o estupro, perguntando o que ela esperava que acontece após beber tanto em uma festa, ou ainda aqueles moralistas de internet que a acusaram de ser a culpada de ter sofrido o estupro e até disseram que ela mereceu.

Ainda citou os índices de violência sexual nos campis das universidades americanas e se desculpou por uma cultura que aprendeu apenas a olhar para o outro lado quando algo errado está acontecendo. Ele também falou dos dois ciclistas que passavam quando se depararam com a vítima e a ajudaram, sem repetir a cultura dos moralistas, de achar que não era problema deles.

"Você nunca será definida pelo que o pai do criminoso falou 'apenas 20 minutos de ação', mas ele será'. Joe afirmou que se junta ao coro de apoiadores que não aceitam mais a violência contra a mulher e deixou claro: "A culpa não é sua".

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Por fim, destacou que as pessoas devem parar de se perguntar o que a vítima estava vestindo, o que bebeu ou por que estava em determinado local. Mas devem substituir essa pergunta para: "Por que ele achou que podia estuprá-la?".

Joe finalizou dizendo que jamais esquecerá a história da vítima e que ela tocou milhões de pessoas e que ele acredita, salvará vidas, pois se todos que compartilharam o desabafo da moça nas redes sociais ou conversaram sobre o fato decidirem fazer alguma coisa quando virem algo errado, então ela terá salvo vidas e evitado que novas vítimas venham a surgir.

Pois é, Joe Biden tem muito a ensinar para muitos moralistas no Brasil, que negam que exista alguém que apoie o estupro no país, mas ao ver a roupa, história de vida, amizades ou local onde a vítima estava, começam a culpá-la e hostilizá-la. #Crime #EUA