Embora no Brasil seja ilegal e antiética a prática da eutanásia, existem diversos países nos quais a eutanásia é permitida por lei. Nos EUA, por exemplo, uma jovem de 14 anos, Jerika Bolen, tem essa opção por portar uma doença grave que impede que ela viva normalmente.

Bolen sofre de atrofia espinhal tipo 2 desde os seus oito meses de idade. Além de ser uma doença generativa, ela afeta todos os nervos que são responsáveis pelo controle de movimentos básicos do corpo. Por causa disso, a adolescente vive praticamente como um vegetal e passa 12 horas do seu dia ligada a um aparelho que mantém a sua respiração. Além disso, ela sente fortes dores o dia inteiro.

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Depois de passar por muitos tratamentos e muitas cirurgias, a adolescente resolveu optar pela eutanásia como uma resolução definitiva para a sua vida. Para ser mais precisa, a jovem após conversar muito com sua família, escolheu o mês de agosto como a data em que será morta.

Estranhamente, a mãe de Bolen afirmou que se a sua filha estiver em paz com essa decisão, ela vai encontrar alguma forma de se sentir tranquila também. Em depoimento, ela afirmou que a sua filha já lutou muito e em sua idade, já sofreu mais do que a maioria dos adultos desejam, por isso, é capaz de decidir sobre o que quer fazer, que só ela entende e sente as suas dores.

Como este é o último mês de sua vida, Bolen decidiu que quer passá-lo viajando com seus pais e ainda afirmou que se sente triste, mas ao mesmo tempo feliz com a sua decisão.

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Ela acredita que não vive em condições ideais e que não tem qualidade de vida suficiente para seguir em frente. Entretanto, ela se preocupa com sua mãe e em como ela vai ficar após sua partida.

Na cidade onde ela mora, em Appleton no estado de Wisconsin, estão preparando um baile de verão para a adolescente, como forma de despedida. Desde que nasceu, Bolen já passou por 30 cirurgias, e atualmente, só consegue mexer as mãos e a cabeça de uma forma bem limitada. Os aparelhos dela devem ser desligados no mês que vem. #Curiosidades #Saúde #Morte