Os amigos e familiares do dono das viaturas ilegais temem que algo de muito grave possa acontecer. Tal como informa o jornal “Correio da Manhã”, com a chegada a Portugal do tio do jovem condutor, que transportava ilegalmente doze imigrantes portugueses que acabaram por morrer durante um acidente, a possibilidade dos familiares das vítimas quererem fazer “justiça com as próprias mãos” é muito elevada, fazendo com que o português rapidamente saísse da sua casa para um local aparentemente seguro.

Dono de uma empresa que transportava ilegalmente imigrantes portugueses, sobretudo por não cumprir com as condições mínimas de segurança, o português, juntamente com o seu sobrinho que dirigia a viatura no momento do acidente, foi formalmente acusado de doze homicídios involuntários pela Justiça francesa, contudo, e depois de três meses em prisão preventiva, ambos foram libertados pelo Tribunal recentemente.

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Enquanto o jovem condutor de 19 anos foi viver com alguns familiares na França, a verdade é que o seu tio resolveu trabalhar em Portugal, enquanto aguarda pelo seu julgamento no próximo ano. Porém, e tal como informaram vários amigos do acusado ao jornal “Correio da Manhã”, ele teme diariamente que, pelo menos um dos familiares das doze vitimas queira fazer justiça com as suas próprias mãos. Além desse enorme medo, os familiares garantem que o dono da empresa de transporte continua traumatizado e que, desde o dia do acidente, a pressão psicológica tem sido verdadeiramente insuportável.

Nas redes sociais, muitos imigrantes portugueses garantem que o dono das viaturas é quem devia ser preso pela morte involuntária das doze vítimas, pois, apenas para ganhar mais dinheiro, colocou em risco todos os seus clientes, que foram transportados em uma viatura que não suportava tantos passageiros e por um condutor que não tinha a idade legal para dirigir esse número elevado de pessoas.

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Como ordenou o Tribunal francês, o dono da empresa tem que arranjar rapidamente trabalho em Portugal, conseguindo assim justificar a sua liberdade até ao julgamento no próximo ano. #Europa #Crime #Investigação Criminal