Embora o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan, 62 anos, tenha sido eleito democraticamente em agosto de 2014, seu modus operandi se mostra cada vez mais ditatorial, após parte dos militares tentarem tirá-lo do poder, em 15 de julho.

Além de ameaçar condenar à morte oficiais de alta patente, no decorrer da semana o chefe de Estado também fechou escolas e unidades de polícia. Não satisfeito, Erdoğan expulsou do país juízes e centenas de militares considerados adversários do seu #Governo.

Agora ele resolveu excluir da Turquia dezenas de mídias por acreditar que elas influenciam a opinião pública. Apesar da imprensa livre ser uma das principais características do sistema democrático, o turco fechou 130 meios de comunicação.

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De acordo com informações do jornal britânico Mirror, o governo acredita que a tentativa de golpe foi orquestrada pelos seguidores do clérigo muçulmano Fethullah Gülen, que se exilou na Pensilvânia (EUA), em 1999.

O movimento Gülen, inspirado no líder espiritual (imã) é responsável por diversas escolas no país, que foram inutilizadas depois do presidente reassumir o poder. Todavia, o imã nega qualquer tipo de envolvimento com os rebeldes.

Ainda que as nações do Ocidente critiquem a tentativa de golpe, que resultou em 246 mortos e mais de dois mil feridos, autoridades da Europa e membros dos direitos humanos estão preocupados com as condições físicas e psicológicas dos detidos. Militares turcos estariam sendo mantidos em condições desumanas, sem consumir água ou alimentos.

Além disto, grande parcela dos dez mil detidos – até o momento - estão trancados em estábulos de cavalos em posições desproporcionais ao corpo humano, alegam ativistas dos direitos humanos.

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Com objeto de constatar as denúncias de maus tratos, a Anistia Internacional solicitou acesso imediato aos presos. O órgão enfatiza ter obtido “provas credíveis” de que a polícia turca mantém os prisioneiros em posição de estresse físico por até 48 horas. Os rebeldes não recebem comida, água ou tratamento médico. Em alguns casos eles foram submetidos à espancamentos e torturas, incluindo estupro.

Semelhante ao que acontecia durante o período ditatorial do Brasil (1964-1985), onde a imprensa era vigiada e os detidos passavam dias pendurados em ‘paus de arara’, nus e levando choques nas partes íntimas, o governo turco segue fazendo justiça com as ‘próprias mãos’. 

Ao que tudo indica, muitas ‘cabeças rolarão’ antes da democracia ser restabelecida na Turquia.

  #Mídia #Curiosidades