Um ataque do Estado Islâmico (EI) deixou ao menos 80 mortos e mais de 230 feridos na cidade de Cabul, capitão do Afeganistão, no último sábado, dia 23. Segundo a agência Associated Press, o grupo terrorista confirmou que os atentados foram realizados por seus combatentes.

Segundo noticiado pela agência de notícias, dois terroristas ligados ao EI explodiram bombas conectadas a seus corpos no bairro Dehmazang, de maioria xiita. O ataque ocorreu durante uma manifestação da minoria xiita hazara contra a construção de uma usina de energia.

Segundo fontes do governo do Afeganistão, a inteligência do país havia descoberto ameaças de um atentado e alertado os organizadores da marcha.  Nos últimos meses, o Afeganistão também tem sofrido com ataques constantes do Talibã, movimento local rival do EI.

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Em nota, o Talibã negou qualquer envolvimento com o atentado, e criticou o que chamou de “incidente para dividir a população afegã”. Vítimas do atentado, os hazaras são a minoria xiita mais expressiva do Afeganistão, e foram um dos grupos mais perseguidos pelo Talibã durante seu governo, que perdurou de 1996 a 2001.

 

Casa Branca, Kremlin e Itamaraty

As notícias do atentado geraram repercussão imediata na mídia e em governantes globais. Ainda no sábado, a Casa Branca emitiu um comunicado considerando o ataque “hediondo” principalmente “pelo fato de ter sido realizado em uma manifestação pacífica”.  O governo norte-americano afirmou que mantém seu compromisso de cooperar com o governo do Afeganistão para garantir a segurança do país.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin também se manifestou pelo Kremlin a contribuir com o governo do Afeganistão contra os grupos terroristas.

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A nota de Moscou afirma que o país “condena fortemente” o crime e que está prontificado a auxiliar o presidente Ashraf Ghani no combate ao EI e a demais grupos que espalham o terror pelo território afegão.

No Brasil, o Itamary se manifestou através do Ministério das Relações Exteriores, que emitiu uma nota afirmando “condenar este ato de barbárie”, expressando solidariedade aos familiares das vítimas, à nação afegã e ao governo local.

 

#Estado Islâmico

As ações terroristas do grupo religioso extremista têm ganhado as manchetes mundiais nos últimos meses. Além do ataque na capital do Afeganistão realizado neste sábado, o EI realizou recentemente ataques em Nice, na França, onde 84 pessoas foram mortas no último dia 14 de julho após atentado praticado por combatente em um caminhão. O grupo também foi o responsável por 32 mortes no aeroporto e metrô de Bruxelas, em março, assim como pelos ataques de atiradores no aeroporto de Istambul, na Turquia, em junho.

O grupo controla um território entre o Iraque e a Síria e é o responsável por ataques terroristas contra o que consideram inimigos do islã.

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Com visão sunita, o Estado Islâmico foi criado de dissidentes da Al-Qaeda, organização outrora comandada pelo terroristas falecido Osama Bin Laden, responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York.

Com uma visão radical do islamismo, o EI tem recrutado jovens de diversos lugares do mundo para realizarem ataques isolados que geram terror e aumentam a fama cruel do grupo pelo mundo. Uma coalização internacional liderada pelos Estados Unidos tem combatido o grupo com bombardeiros nas regiões dominadas pelo grupo, o que tem gerado retaliações com mais ataques terroristas.  O nome que intitula um grupo é fruto de seu desejo de formar uma nação islâmica adequada aos seus ideais radicais da religião, que condena outras nações e minorias muçulmanas que mantém visões diferencias do Alcorão, o livro sagrado do Islã. #Terrorismo #Ataque Terrorista