Nice, no sul da França, foi alvo de um ataque terrorista que deixou, pelo menos, 73 pessoas mortas e mais de 100 feridas nesta quinta-feira (14).

A cidade turística, que fica distante 932 km de Paris, celebrava a Festa Nacional de 14 de julho - feriado francês celebrado todos os anos em memória ao acontecimento histórico da Tomada da Bastilha (1789), quando iniciou-se a Revolução Francesa - e dezenas de pessoas que participavam dos eventos, assistindo a uma queima de fogos no centro de Nice, acabaram sendo atropeladas por um caminhão que invadiu o local em aceleração constante.

Autoridades locais confirmaram que a tragédia trata-se de um atentado terrorista, detalhando que os fatos aconteceram por volta das 22h45 (17h45 de Brasília).

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Segundo os primeiros relatos, policiais que estavam presentes em Promenade des Anglais, como é chamado o centro histórico de Nice, só conseguiram parar o veículo fazendo vários disparos de arma de fogo contra o motorista do caminhão, que acabou morto ao revidar atirando contra a polícia.

O governo de Alpes-Maritimes, cuja capital é Nice, pediu à população que deixasse as celebrações e voltasse imediatamente para suas casas.

Pelo Twitter, Christian Estrosi, presidente da região, orientou que as pessoas devem permanecer abrigadas em locais seguros até que hajam novas informações.

Na capital Paris, o Ministério do Interior francês montou um centro de controle de crise e o presidente do país François Hollande, que estava em Avignon, a 691 km de distância, seguiu para o local afim de acompanhar as primeiras investigações sobre o atentado que, por enquanto, é tratado como ato terrorista apenas por Estrosi.

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Para as autoridades federais, a tragédia está sendo considerada um "atentado criminoso" já que ainda não houve, por parte de nenhum grupo extremista, nacional ou internacional, a reivindicação de autoria.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, ainda não há informações de brasileiros entre mortos e feridos.

Antes do atentado desta quinta-feira, Hollande admitiu em entrevista que ataques de grupos jihadistas ligados ao Estado Islâmico ainda eram iminentes e que por esse motivo manteria o alerta máximo, procedimento que determina a movimentação das forças públicas na prevenção de investidas violentas dos terroristas. No entanto, na mesma declaração, o presidente francês disse que pretendia suspender o Estado de Emergência decretado no país desde 14 de novembro do ano passado quando 130 pessoas foram mortas nos atentados de Paris e Saint-Denis.

Se o Estado de Emergência fosse revogado, o contingente de homens das Forças Armadas, que atualmente reforça a segurança nos transportes, nas instituições públicas e pontos turísticos no país, cairia de 10 para 7 mil soldados.

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A França tem sido alvo dos ataques promovidos pelo Estado Islâmico em virtude de sua presença militar em Mossul, no Iraque, aliando-se às tropas daquele país contra o grupo terrorista. Desde janeiro de 2015, a França contabiliza 137 mortos em ataques do EI. #Terrorismo #Violência #Ataque Terrorista