Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), condenou o ataque que matou ao menos 149 pessoas, segundo autoridades iraquianas, na madrugada de domingo (03) no Bagdá, Iraque. Em comunicado, ele pediu para que a afronta não sirva para “estender o medo”. Um carro-bomba explodiu em uma área comercial do centro da cidade muito frequentada por xiitas. O ato foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

A mensagem de Ban Ki-moon ainda faz um chamado ao povo iraquiano para que “rejeitem qualquer tentativa de minar a união do país”. O secretário também pediu para que o governo do Iraque julgue “o mais rápido possível” os autores do massacre e demonstrou consternação “pelo desprezo absoluto à vida humana” demonstrado pela ação.

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Este foi o terceiro atentado em uma semana no país. Das 143 vítimas, aos menos 25 são crianças, que comemoravam o fim do ano letivo com suas famílias.

EUA TAMBÉM REPUDIA A AÇÃO TERRORISTA

Por meio do porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, o governo norte-americano classificou o atentado como “atroz”: “Continuamos unidos com o povo e o governo iraquianos nos nossos esforços concentrados para destruir o #Estado Islâmico”, afirmou Ned Price. De acordo com Price, ataques como esse só fortalecem a determinação dos EUA em apoiar as forças de segurança iraquianas.

Segundo a nota emitida, a motivação para crimes dessa espécie são as sucessivas derrotas sofridas pela organização Estado Islâmico – que no momento perde pontos focais no território iraquiano – e, desta forma, ataca civis inocentes.

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REAÇÃO DO HEZBOLLAH

Em comunicado, a organização xiita paramilitar Hezbollah, afirmou que o ataque ocorrido no mês sagrado muçulmano do Ramadã é uma “nova expressão de ódio dos criminosos, que querem terminar com as sociedades árabes e islâmicas, com os seus patrimônios e os seus princípios”.

O Hezbollah é considerado um movimento de resistência legítimo por parte do mundo islâmico e árabe. Porém, é considerado uma organização terrorista em parte do globo, como no Reino Unido, por exemplo, que colocou a sua ala militar na lista de organizações terroristas banidas no país. #Terrorismo #Oriente Médio