O atentado terrorista em Nice, ao sul da França, chocou o mundo. Um caminhão avançou contra a multidão e terroristas, que estavam ocupando o veículo, começaram a atirar, sendo que o total de vítimas já passa dos 80, além das dezenas de feridos. Anderson Happel, brasileiro, 24 anos, estava no local e foi um dos feridos, mas, felizmente, sobreviveu. Entretanto, de acordo com sua mãe, a senhora Geovana Happel, o caminhão chegou a atingir a perna do rapaz que ficará sem andar pelo menos por um mês.

Mais de 80 pessoas morreram nesta quinta-feira (14), em Nice e Anderson, apesar dos graves ferimentos, comemora por estar vivo, mas enfrenta o problema de super lotação nos hospitais da cidade, pois são mais de 100 pessoas feridas, muitas em estado gravíssimo e as equipes médicas não estão conseguindo atender a todos com a atenção necessária.

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O brasileiro foi a um dos hospitais, recebeu um rápido atendimento e foi orientado para voltar nesta sexta-feira (15), para fazer alguns exames, já que naquela noite a prioridade é para quem estivesse correndo risco de morrer. A família de Anderson está morando na cidade de Nice há pouco mais de 5 anos e o rapaz trabalha em uma clínica médica, mesmo assim, não teve nenhum privilégio.

Assim como tantas outras pessoas, Anderson caminhava pela promenade de Anglais, uma linda avenida litorânea de Nice. A comemoração à Queda de Bastilha acontecia e ele observava atentamente os lindos fogos de artifício, vindo, inclusive, a realizar uma transmissão ao vivo através de seu perfil no Facebook, pelo qual, amigos e familiares puderam acompanhar o evento, sem se darem conta de que, em alguns poucos instantes, após a transmissão, ele seria uma das vítimas dos terroristas, mas, felizmente, sobreviveu ao atentado.

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Brasileira também relata o terror vivido em Nice

A brasileira Juricema Cunier, de 42 anos, também estava em Nice no momento do atentado e contou o que viveu naquele momento. Ela estava a cerca de 300 metros do caminhão que passou atropelando a multidão e garante que nunca mais esquecerá aquelas cenas e os gritos das pessoas. Por sorte, ela estava dentro de um restaurante e lá ficou segura, mas presenciou de muito perto o terror de um atentado.

"As pessoas despencaram da calçada para o restaurante, tinha gente até no telhado, que fica na altura da calçada", relatou Juricema. #Terrorismo #Ataque Terrorista #AtentadoNice