Entre os inúmeros cientistas espalhados ao redor do mundo, destacam-se aqueles laureados com o prêmio Nobel de ciência. Muitos destes acabaram escolhendo um lado dentro de um grande grupo de discussão a respeito das plantas geneticamente modificadas. Em uma carta enviada ao Greenpeace, entre outras ONGS, contrárias ao cultivo de alimentos modificados geneticamente, eles perguntam: ''Quantas pessoas a mais terão que morrer de fome para que reconheçam que este estudo favorece a humanidade?''. A carta foi enviada ao grupo de ambientalistas do Greenpeace, por estes serem contrários ao cultivo do arroz dourado.

De acordo com os pesquisadores, este cereal é altamente rico em vitamina A, sendo assim, poderá salvar milhões de crianças desnutridas em países pobres da África e Ásia.

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De acordo com as últimas pesquisas, concluiu-se que as culturas geneticamente modificadas são confiáveis, ou seja, algumas culturas de soja e feijão são resistentes ao ataque de pragas e doenças e não dependem de tratamentos à base de agrotóxicos. Diferente das culturas convencionais, além disso, o uso da biotecnologia poderá ajudar a humanidade a solucionar uma grave problema que assola o mundo. O problema relacionado à escassez de alimentos está prevista para acontecer em 2050.

Segundo uma publicação da revista Science Alert, alguns ativistas do Greenpeace, costumam invadir lavouras para sabotar as pesquisas, além de saquear e destruí-las. Em nota, os cientistas afirmam. ''Todas as instituições de pesquisas são regulamentadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a qual considera que as culturas melhoradas geneticamente poderão ser mais seguras que aqueles alimentos cultivados por meio do cultivos convencionais. Até o momento, não houve nenhum problema causado pelo consumo destes alimentos. Uma vez que são ingeridos diariamente por seres humanos e animais'', conclui a nota.

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De acordo Philip Sharp, Nobel em Psicologia e coordenador científico da escola New England Biolabs, ele também é responsável por organizar uma campanha denominada Support Precision Agriculture.  A carta pede para que os ativistas ignorem a ideologia de que os alimentos modificados fazem mal para a saúde e para que parem imediatamente com atos criminosos referentes à destruição de anos de pesquisas. Além disso, algumas culturas são a nossa única chance para triplicar a produção de alimentos em um mundo onde a população cresce cada vez mais.

A Organização Mundial da Saúde acredita que pouco mais de 250 milhões de crianças ao redor do mundo, estejam carentes da presença da vitamina A no organismo, onde mais de 40% tem menos de cinco anos de idade. ''Queremos que os governantes cumpram com seu papel e impeçam que o Greenpeace prejudique o acesso de produtores rurais no acesso às opções de sementes modificadas, a fim de melhorar sua produção de alimentos'', ressalta Philip Sharp. #Entretenimento #Curiosidades #Agricultura