Os olhos do mundo se voltaram à França nesta quinta-feira, 14. Um motorista identificado como Mohamed Lahouij Bouhlel, franco-tunisiano de 31 anos, dirigiu um caminhão contra uma multidão de pessoas que acompanhava a queima de fogos referente à comemoração do Dia da Bastilha, em Nice, no Sul da França. O atentado matou 84 pessoas e deixou outros 200 feridos.

Imediatamente após o atentado, o presidente francês François Hollande classificou a ação como de “caráter terrorista” e ampliou o decreto de emergência por mais três meses e em toda a extensão do país – o decreto se encerrava no final do mês de julho. Recentemente, a França sediou a Eurocopa e não registrou maiores problemas em termos de segurança.

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Embora tenha citado o cunho terrorista da ação em Nice, Hollande e o governo francês ainda não tinham a confirmação de que Bouhlel tivesse algum vínculo com alguma organização terrorista. Um site português, no entanto, registrou que uma rede social ligada ao Estado Islâmico havia “comemorado” as mortes e levantou suspeitas sobre a participação do EI em mais essa barbárie.

Porém, neste sábado, 16, o Estado Islâmico reivindicou a autoria do crime em Nice. Como de costume, os jihadistas utilizaram uma rede social para anunciar a participação no atentado no sul da França. A Amaq, agência de notícias que apoia as atividades do EI, informou que Bouhlel era “um dos nossos soldados” e que teria agido sob a orientação do grupo.

Atuando de forma incisiva nas investigações e nos desdobramentos do caso, as autoridades francesas já prenderam cinco pessoas suspeitas de participação – duas delas ainda na sexta e mais três nesse sábado.

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De acordo com informações divulgadas pelo periódico Le Monde, uma das pessoas detidas pela polícia francesa era a ex-mulher de Mohamed Bouhlel, o motorista do caminhão.

Como Bouhlel agiu

O jornal inglês “Daily Mail” noticiou que Mohamed Bouhlel tinha vida agitada. Era pai de três filhos e costumava bater em suas esposa. Seis meses atrás, havia sido demitido de uma transportadora ao se envolver em um acidente de trânsito. Quase na mesma época esteve envolvido em uma briga de bar.

No dia da barbárie, Bouhlel se passou por vendedor de sorvetes para enganar os policiais e para que pudesse ter acesso ao Passeio dos Ingleses, avenida à Beira-Mar localizada em Nice, que recebeu uma multidão de pessoas para as comemorações do Dia da Bastilha. O tunisiano esperou que as pessoas se aglomerassem para agir. O caminhão utilizado havia sido alugado dois dias antes.

Segundo as autoridades locais, Bouhlel conduziu em alta velocidade o caminhão por cerca de 2km, jogando-o deliberadamente contra as pessoas.

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Ele guiou em zigue-zague para acertar o máximo de pessoas. Dentro do veículo havia armas e granadas, e a polícia conseguiu contê-lo logo em frente a um hotel de luxo da região.

Esse é o terceiro atentado em menos de um ano e meio na França. Em janeiro, 12 pessoas morreram no ataque ao satírico Charlie Hebdo. Meses depois, 130 foram assassinados em ataques orquestrados do Estado Islâmico na noite que marcou com o vermelho do sangue Paris. #Terrorismo #AtentadoNice #PrayForNice