Um dramático anúncio sobre as erupções dos supervulcões, com potencial de destruir toda a humanidade, tem gerado sensação de impotência entre os pesquisadores. De acordo com as recentes informações do jornal europeu Express, especialistas concluíram que, apesar de levar milhares de anos para uma erupção com alto potencial destrutivo acontecer, eles teriam apenas um ano de observação antes do momento derradeiro.

Segundo o professor e coautor do estudo, publicado na revista PLoS ONE, Guilherme Gualda, da Universidade de Vanderbilt, em Nashville (EUA), diversos acontecimentos ocorrem ao longo dos anos antes de quantidades exorbitantes de magmas serem expelidas.

Publicidade
Publicidade

No entanto, o docente adverte que o processo da descompressão, responsável por liberar o gás que inicia a eclosão, ocorre há poucos meses da erupção.

Além dos métodos científicos não conseguirem prever uma catastrófica erupção vulcânica com antecedência suficiente para preparar a humanidade, pesquisadores enfatizam que um evento desse tipo é inevitável. Como exemplo, citam o vulcão de Yellowstone, nos Estados Unidos, um pretenso candidato a dizimar toda a humanidade. Nesse cenário, teríamos apenas um ano para nos preparar. No entendimento de Gualda, quando o Yellowstone eclodir (no futuro), somente um milagre poderá evitar a nossa destruição.

Para chegar à conclusão de que os indícios das ‘monstruosas’ erupções só podem ser percebidos a poucos meses da eclosão, ele e o colega Stephen Sutton, da Universidade de Chicago, também envolvido no trabalho, analisaram dezenas de pequenos cristais de quartzo originados de uma enorme erupção vulcânica, ocorrida 760 mil anos atrás na Califórnia.

Publicidade

Eles explicam que os quartzos são formados no topo dos supervulcões. Ao analisar esses minerais, a dupla concluiu que em 70% desse tipo de evento as mega erupções ocorrem em menos de um ano. No artigo, eles destacam que os principais candidatos a protagonistas do ‘apocalipse’ são o Yellowstone, localizado nos estados de Wyoming, Montana e Idaho, a zona vulcânica de Taupo (Nova Zelândia), e o Campi Flegrei, um supervulcão situado na província de Nápoles (Itália).

Antes que as pessoas mais ‘sensíveis’ divulguem pela #Internet que o mundo está prestes a acabar mergulhado em lava vulcânica, o coautor da pesquisa enfatiza que essa possibilidade é praticamente inexistente no nosso tempo.

Ele destaca que esses locais não acumularam magma suficiente ao ponto de desencadear uma eclosão devastadora. Porém, o professor salienta que esses vulcões já acordaram num passado distante. No futuro, isso poderá ocorrer novamente. "No entanto, esses são lugares onde supererupções aconteceram no passado, então é mais provável que aconteça no futuro", alerta. #Mídia #Curiosidades