Está para sair o livro de memórias do Papa Bento 16. A biografia do ex-pontífice intitulada 'As últimas conversas' é reveladora e promete chocar muitas pessoas com os relatos de vida do antigo representante dos Católicos no Vaticano. De acordo com o site de notícias UOL, ele reforçou, no livro, que não sofreu pressão para que saísse do Poder, mas que suas decisões foram influenciadas, muitas vezes, pela comunidade LGBT, na qual ele prefere chamar de "lobby gay".

Esta obra é a primeira a ser escrita por um Papa, após seu exercício no Vaticano em que ele próprio julga seu trabalho para os fiéis. O livro ainda está sendo preparado e tem data de lançamento marcada para o dia 9 de setembro.

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Há mais de 600 anos que nenhum Papa renunciou e Bento 16 foi o primeiro a pedir para sair do papado, no ano de 2013. Com isso, foi eleito um novo representante, Francisco, da Argentina. Atualmente, Bento 16 está mais "escondido" do que nunca, morando em um ex-convento nos jardins do Vaticano, aproveitando a "aposentadoria".

Quem divulgou alguns trechos do livro foi o jornal italiano "Corriere della Sera". A publicação aproveitou para mostrar publicamente alguns trechos resumidos da obra a seus leitores e futures compradores do livro. Os trechos foram exemplificados em um artigo que resume os principais temas da biografia de Bento 16.

Ao contrário de seu sucessor, que chegou a declarar que a #Igreja deve um pedido de desculpas aos homossexuais, o ex-papa não parece muito amigável com estes em seu livro.

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Sobre a atuação de gays na Igreja Católica, Bento 16 afirmou que quatro ou cinco pessoas tentavam influenciá-lo em suas decisões no Vaticano. De acordo com a publicação, Bento conseguiu "desfazer esse grupo poderoso".

Há muitos séculos, os representantes mais altos da religião mantém posição contrária aos homossexuais e ativistas de toda a parte do mundo pedem abertura de diálogo para que possam conquistar direitos, como o casamento.

Renúncia

Bento entregou seu cargo após vivenciar um papado agitado que incluiu um escândalo junto aos "Vatileaks". Na época, uma de suas cartas pessoais vazou. Nela, Bento 16 assumiu que havia "corrupção" e "disputa de poder" dentro da Igreja Católica. #Homofobia #Papa Francisco