Com a derrota das forças contrárias ao governo turco, o presidente Recep Tayyip Erdogan iniciou uma medida forte, vista como um contra golpe feroz, para caçar e punir os opositores de seu governo. Mais de 3 mil militares, promotores e juízes tiveram prisão decretada. Para alguns, o presidente Erdogan sempre buscou a integração do islamismo no estado turco. Essa foi uma das mais fortes justificativas por parte dos militares para justificar o golpe. Porém para ele, o grande responsável por essa tentativa de tomar o poder é o clérigo Fetullah Gulen, que atualmente vive nos Estados Unidos em exílio. O governo turco também exige dos EUA a extradição do religioso.

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A população foi às ruas atendendo o chamado do presidente, e o parlamento turco, em momento histórico, permaneceu unido, todos os partidos se posicionaram contra o golpe, que rapidamente acabou com o anúncio dos militares transgressores de que a tentativa foi falha.

Destruição pela manhã

O dia amanheceu em Istambul e era possível ver o estrago da ofensiva. Muitos cidadãos turcos não saíram de suas casas. Porém a situação foi se normalizando no decorrer das horas, e em pouco tempo o serviço de transporte já funcionava normalmente, e as pessoas foram voltando para suas rotinas. 

A tentativa de golpe não só gerou estragos patrimoniais, mas também políticos. O presidente Erdogan acusou diretamente os militares da base aérea de Incirlik (base americana usada na ofensiva contra o Estado Islâmico) de terem envolvimento no golpe, o que resultou no fechamento da base e no corte da energia elétrica do local.

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Estima-se que 1500 americanos morem no local.

O presidente Erdogan condenou fortemente o golpe, e considerou fraca a resposta da Otan. Ele deu um ultimado para que o presidente Barack Obama entregue o clérigo Fetullah Gulen.

Quem contra quem?

Há ainda aqueles que acreditam que a reação radical do presidente turco, que já está desde 2003 no poder, tenha sido uma forma de consolidar plenos poderes no país, e assim estabelecer a lei muçulmana como lei de estado. Porém não há nada que comprove essas afirmações até o momento, sabe-se apenas que o presidente Erdogan possui um perfil bem rígido e autoritário de governo, e um forte revanchismo contra Fetullah Gulen. #Guerra Civil