Em meio à repressão após a tentativa de golpe contra o presidente Recip Tayyip Erdogan na última sexta-feira (15), o governo turco sofreu mais um ataque, desta vez virtual.

O site WikiLeaks, famoso pelo vazamento de documentos e informações sigilosas, divulgou na última terça-feira (19) quase 300 mil e-mails do partido governista, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP). As mensagens abrangem um período de seis anos, entre 2010 e 6 de julho deste ano.

A decisão de colocar o material no ar, segundo o site, foi tomada como reação à atitude do governo da Turquia após a tentativa frustrada de golpe. No entanto, o WikiLeaks fez questão de ressaltar que a fonte responsável pelo vazamento não estaria relacionada à tentativa de tomada de poder.

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Diante da situação, o governo turco decidiu tomar a “medida administrativa” de bloquear o acesso ao site em todo o país. A situação já havia sido aplicada a outros sites que, assim como o WikiLeaks, conteriam material crítico ao governo, como o Twitter e o YouTube.

No entanto, de acordo com o jornal Guardian, um funcionário do governo teria informado que a censura se deu pelo fato de o conteúdo disponibilizado ter sido obtido de maneira ilegal. #Europa