A tensão racial nos Estados Unidos, latente por anos, finalmente explodiu nesta quinta-feira, 8, após casos recentes de mortes de homens negros por policiais brancos. Protestos contra a #Violência policial direcionada aos afro-descendentes aconteceram em várias cidades do país. Em Dallas, no estado do Texas, o protesto se tornou fatalmente violento quando um número não identificado de franco-atiradores atirou, em uma emboscada, contra policiais brancos que faziam a segurança da manifestação. Cinco policiais foram mortos e outros sete ficaram feridos, no que se tornou o maior massacre de policiais em solo americano desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

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Outras sete pessoas, todas civis, também foram baleadas na troca de tiros que se seguiu entre a polícia e os atiradores. A imprensa norte-americana já está chamando a chacina de "#Guerra Civil". 

As forças de segurança conseguiram matar um dos atiradores. O homem disse que seu objetivo era o de matar policiais brancos, que estava chateado com a morte de jovens negros, e que havia espalhado diversos explosivos pelo centro da cidade. Um dos policiais que faleceram nesta madrugada foi morto justamente quando tentava se aproximar deste atirador, que estava escondido em uma garagem. Fortemente armado, o rapaz ainda não identificado impedia a entrada dos policiais. A polícia de Dallas enviou então um robô com uma bomba até o local em que o homem estava entrincheirado e detonou o artefato, causando sua morte.

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Antes de ser morto o rapaz disse que agiu sozinho, mas o governo americano ainda não descartou a possibilidade da ação ter sido orquestrada com outros atiradores. A polícia de Dallas já prendeu três pessoas que estão de alguma forma relacionadas com o ataque.

Entenda o caso

Os protestos contra a violência policial nos EUA ganharam força após dois homens negros serem mortos, em diferentes ocasiões, em ações policiais nesta semana. As duas mortes foram gravadas em vídeo e compartilhadas nas redes sociais, sendo que em uma delas a noiva da vítima fez uma transmissão ao vivo no YouTube de seu marido agonizando sob a mira de um policial. 

O primeiro caso aconteceu na terça-feira (5), quando Alton Sterling, desarmado, foi morto enquanto vendia CD em frente à uma loja de conveniência na cidade de Baton Rouge. No dia seguinte, quarta-feira, Philando Castile foi morto em uma blitz policial, na frente de sua noiva e de sua enteada, quando se mexeu para pegar sua identidade. A noiva de Castile fez uma transmissão ao vivo de dentro do carro logo após os primeiros tiros.