Hillary Clinton teria um pacto com o próprio diabo, no entendimento do ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, Ben Carson. O neurocirugião aposentado - que perdeu as primárias do seu partido - discursou nesta quarta-feira na Convenção Nacional do Partido Republicano e atacou duramente a campanha democrata na corrida presidencial americana.

"Esta é uma nação em que cada moeda em nosso bolso e cada nota em nossa carteira diz 'Em Deus nós confiamos'. Então, estamos dispostos a eleger como presidente alguém que tem como modelo uma pessoa que reconhece Lúcifer? Pensem nisso", afirmou Carson à plateia.

Ele faz referência à tese de Hillary escrita em 1969 - 47 anos atrás - para a Wellesley College, faculdade liberal para mulheres, sobre escritor socialista Saul Alinsky.

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O documento "Existe apenas a luta: uma análise do modelo Alinsky" ("There’s Only the Fight: An Analysis of the Alinsky Model", no original), estuda o livro publicado apenas dois anos depois, em 1972, "Regras para Radicais" (ou "Rules for Radicals"). 

No texto de Alinsky, três referências são citadas: Rabbi Hillel, Thomas Paine e Lúcifer. Este último, descrito como "o primeiro radical" que "ganhou seu próprio reino".

Carson descreveu Alinsky como "mentor" de Clinton, afetando a "todas as filosofias" dela. 

Após escrever a tese e conhecer o escritor, Hillary chegou a receber uma proposta de emprego - recusada, já que ela decidiu cursar Direito, de acordo com seu livro de memórias. O texto de Hillary esteve guardado pela academia Wellesley desde a corrida presidencial do marido da atual candidata.

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Quando Bill Clinton concorreu ao cargo, a Casa Branca determinou o "sigilo" do material, que foi liberado ao público apenas em 2001, após Clinton ter deixado a presidência dos #EUA.

As palavras de Ben Carson à rede de televisão CNN, questionado sobre a conexão que fez entre Hillary e Lúcifer, reafirmam o que ele discursou na convenção republicana. "O que estou dizendo é que estamos falando em eleger como presidente um indivíduo que abraça alguém que, obviamente, não é consistente". #Dentro da política #Eleições EUA 2016