"Tem caráter terrorista". Foi dessa forma que o presidente francês François Hollande classificou o atentado em Nice, no sul do país, nesta quinta-feira. Um caminhão branco e desgovernado atropelou dezenas de pessoas que assistiam uma queima de fogos em comemoração ao Dia da Bastilha. Há a confirmação de 84 mortos e 18 feridos em situação "gravíssima".

Como resposta imediata ao mais novo atentado, Hollande prolongou por mais três meses o estado de emergência, que acabaria no final desse mês de julho. Ao mesmo tempo, o presidente anunciou o aumento das operações militares na Síria e no Iraque - os dois principais redutos do grupo jihadista Estado Islâmico.

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Há uma semana, a França concluiu a realização da Eurocopa sem maiores danos ou alertas de ataques terroristas.

"A França está horrorizada pelo acontecido e por ter sido atacada dessa forma. Trata-se de uma monstruosidade de alguém que usa um caminhão para matar pessoas que vieram comemorar o Dia da Bastilha. Nosso país chora, sofre, está ferido, mas é forte. Sempre será mais forte que esses fanáticos que nos atacam", disse Hollande.

Em outro momento do seu pronunciamento oficial sobre os ataques, ele admitiu que toda a França está sob a ameaça do que chamou de "#Terrorismo islâmico". Ele pediu vigilância completa de todos. "Toda a França está sob essa ameaça do terrorismo islâmico. Devemos nos manter em vigilância absoluta e contínua determinação", acrescentou.

Em menos de um ano e meio, esse seria o terceiro grande atentado terrorista na França.

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Em janeiro de 2015, um ataque ao jornal Charlie Hebdo deixou 12 mortos. Já em novembro do mesmo ano, em ataques orquestrados, 130 pessoas morreram em diferentes pontos de Paris em ações do Estado Islâmico. #AtentadoNice #PrayForNice