O país já vinha frequentemente sendo vítima de atos violentos em seus centros de saúde quando, neste sábado (16), um homem, portando uma faca, entrou em um hospital de urologia na cidade de Huizhou, e acabou matando uma enfermeira do local e ferindo um segurança, além de outras três pessoas.

A polícia conseguiu deter o agressor e agora investiga o motivo que o levou a cometer tal crime. Alguns dias antes do acontecido, o governo chinês ordenou que policiais armados ficassem nos hospitais, a fim de evitar novos episódios de violência, envolvendo pacientes ou seus familiares e os agentes de saúde. O sistema sanitário chinês está passando por reformas.

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A insatisfação da população com o serviço de saúde da #China se dá pelo seu alto custo, além do baixo salário oferecido aos médicos, que acabam aceitando subornos de empresas farmacêuticas para venderem seus produtos, que acabam ficando mais caros. Em 2012, o número de desentendimentos envolvendo pacientes e profissionais de saúde chegou a uma média de 27,3 por hospital. As autoridades alegam que esse número vem diminuindo desde 2013, porém, os ataques continuam a acontecer pelo país. 

Em um desses ataques um médico foi morto a facadas por um homem de 33 anos que estava insatisfeito com uma operação em seu nariz. Ele tinha ido ao departamento de otorrinolaringologia atrás do doutor que havia realizado a cirurgia, mas ele não estava lá. O homem acabou atacando o chefe do departamento e outros dois médicos antes de ser imobilizado pelas autoridades.

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O episódio aconteceu em Zhejiang, no leste da China.

Em outra ocasião, outro paciente acabou cometendo suicídio depois de desferir seis facadas em um médico depois de um desentendimento por conta de complicações em uma cirurgia feita no seu braço.

A comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar avisou que pessoas que entrarem ilegalmente nos hospitais com qualquer tipo de arma serão detidas e as que interferirem gravemente o ritmo de trabalho destas instituições poderão pegar pena entre três e sete anos de prisão. #Ataque #Medicina