Ao sair da faculdade, uma estudante indiana de 21 anos, da cidade de Rohtak, distante 85 quilômetros da capital Nova Deli, foi sequestrada, drogada e estuprada por um grupo de cinco homens que já teriam perpetrado o mesmo #Crime há três anos atrás. Após a barbárie, ela foi deixada gravemente ferida, junto a um arbusto, em um parque, onde foi encontrada por um transeunte e conduzida a um hospital.

A vítima contou que, ao ser sequestrada, tentaram estrangulá-la, colocando-a em um carro. Ela os reconheceu, logo que se aproximaram e ameaçaram matar seu pai e seu irmão, segundo relatou.

Em 2013, a jovem fora sequestrada pelo mesmo grupo, que a manteve presa e violentada durante quatro dias, na cidade de Bhiwani, vizinha a Rohtak.

Publicidade
Publicidade

Conseguiu escapar e registrar queixa junto às autoridades locais. Os criminosos acabaram presos, mas em junho de 2015 foram soltos sob fiança e aguardavam o julgamento em liberdade. Durante esse tempo, a vítima e sua família estiveram sob permanente ameaça, razão pela qual a família se mudou para Rohtak. A família relatou que era pressionada para um acordo e que o grupo queria punir a jovem por tê-lo processado.

A Organização Não Governamental (ONG) Majlis, que luta pelos direitos das mulheres na Índia, conduziu um longo estudo envolvendo 644 casos de estupro em Mumbai. Dessas vítimas, três quartos eram de meninas menores de 18 anos, idade na qual as pessoas são consideradas adultas naquele país.

Na Índia, a violência e o estupro de meninas e jovens são frequentes e têm sido mostrados pela imprensa de todo o mundo.

Publicidade

Segundo estudo recente de uma agência indiana de combate ao crime, 310 mil mulheres sofreram algum tipo de violência apenas no ano de 2014.

A jovem vítima de Rohtak pertence à casta dos Dalits (pejorativamente chamados de Shudras, com o sentido de intocável, por serem "impuros"), aos quais é atribuído o estigma de oprimido, sem possibilidade de reversão dessa condição. Na prática, os Dalits são excluídos socialmente.

De acordo com a International Dalit Solidarity Network (IDSN), uma organização internacional que atua em prol dessas pessoas, existem hoje 80 milhões de mulheres Dalits na Índia. #Comportamento