Apesar do esforço de parte da mídia brasileira em atribuir aos blogs progressistas o discurso de irregularidades no processo de impeachment, mais um veículo internacional lança questionamentos sobre a forma e os condutores da ação que poderá defenestrar definitivamente a presidenta afastada #Dilma Rousseff do poder. Desta vez, o jornal americano Los Angeles Times disse que Temer é "aliado que virou inimigo" e que grande parte dos políticos que apoiaram a abertura do impeachment estão envolvidos em corrupção, citando ainda os áudios divulgados pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, causadores da queda de ministros do governo interino. 

O texto trata ainda do conservadorismo dominante no governo interino e cita uma carta de congressistas americanos endereçada ao secretário de governo John Kerry pedindo que este (o provável representante de Obama na abertura da Rio 2016) se abstenha de dar declarações que possam soar como favoráveis a deposição definitiva da presidenta.

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No início de julho, congressistas da França também publicaram no jornal Le Monde um documento em que criticam o impeachment de Dilma Rousseff.

Nova pesquisa diz que maioria quer novas eleições

Um levantamento do Instituto Ipsos feito entre 1º e 12 de julho diz que 52% querem novas eleições presidenciais, 20% querem a volta de Dilma e 16% querem a permanência de Temer. As pesquisas de opiniões poderão ser utilizadas como critério do voto de parlamentares que se dizem indecisos até o momento. A votação final do impeachment deve ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro.

Na semana passada, um levantamento do Datafolha indicava que metade da amostra pesquisada queria a permanência de Temer, contra 3% que queriam novas eleições. Após a divulgação da tabulação completa de dados, diversos jornalistas (como Glenn Greenwald, do site americano The Intercept, e Miguel do Rosário, do Tijolaço) denunciaram que a pesquisa havia sido fraudada e que, na verdade, mais de 60% dos consultados desejavam novo pleito.

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No último dia 24, a coluna da ombudsman da Folha reconheceu o erro e afirmou que 62% das mensagens enviadas após o episódio criticavam ou acusavam o jornal de má-fé. #Michel Temer