O golpe foi liderado por militares contrários ao atual presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, porém o governo resistiu e se mantém no poder. 2.839 militares foram presos e centenas se renderam. A justificativa para o ato é de que era preciso "garantir e restabelecer a ordem constitucional, a democracia, os direitos humanos e as liberdades e deixar a lei prevalecer". Outros quatro golpes militares já foram feitos no país entre as décadas de 60 e 90.

O presidente turco estava de férias em um resort em Marmaris e teve que voltar para Istambul na sexta para combater a ação militar. Em uma entrevista, ele afirma que o golpe foi uma traição e que fará uma "limpeza" no exército.

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Um helicóptero militar pousou nas primeiras horas da manhã na Grécia, com 8 militares que pediram asilo político, mas foram detidos e a Turquia já pediu a extradição de todos. O governo Turco suspeita que Gülen, um pregador exilado nos Estados Unidos, tenha algum envolvimento nesta iniciativa.

Ancara e Istambul foram tomadas por violência e confrontos com aviões e tanques. O presidente da Turquia pediu para que a população fosse às ruas para combater os rebeldes. Milhares foram ao combate dos golpistas, muitas agitando bandeiras do país e até subindo nos tanques. Em uma ponte fechada pelos militares disparos foram dados contra os manifestantes para contê-los. A população também lotou lojas e supermercados para abastecerem suas casas, tentando se preparar para dias difíceis que estariam por vir.

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Jornais e a sede da CNN em Istambul também foram tomados pelos militares. Informações extra-oficiais afirmam que 190 pessoas, incluindo civis, foram mortas nos enfrentamentos.

Perto da meia-noite as forças armadas anunciaram um toque de recolher e bloquearam o acesso às redes sociais.

Os vários ataques terroristas sofridos pela Turquia podem ter sido uma das causas para a rebelião militar. Só em 2015, 14 ataques terroristas deixaram mais de 200 mortos. O mais recente aconteceu em 28 de junho, deixando 40 mortos no aeroporto internacional de Istambul. #Ataque #Reforma política #Crise-de-governo