A miséria e o pesadelo do jovem Ricardo Pinheiro continuam. Tal como informa o jornal “Correio da Manhã”, apesar de ter conseguido finalmente uma ordem para sair da cadeia, a verdade é que o jovem imigrante português tem que pagar uma caução de 10 mil euros e aceitar viver sob uma série de regras exigentes para continuar em liberdade. Para aguardar o julgamento até 2017 em liberdade, o Tribunal revelou que o jovem condutor não pode sair da França, tem que trabalhar constantemente e só pode viver com o seu primo.

Desde a tragédia no passado dia 24 de março que matou doze imigrantes portugueses, incluindo alguns familiares, Ricardo Pinheiro tem vivido uma tortura arrepiante, principalmente desde o momento em que ficou preso preventivamente.

Publicidade
Publicidade

Não sabendo ao certo o que aconteceu na noite em que a sua viatura bateu frontalmente contra um caminhão, sendo o único sobrevivente no acidente, Ricardo Pinheiro tenta ao máximo se recuperar psicologicamente da tragédia e conseguir provar em tribunal a sua inocência.

Porém, e visto que o julgamento apenas vai acontecer no próximo ano, os dias arrepiantes e de sofrimento para o português vão naturalmente continuar, mas agora ao lado de alguns familiares em Paris, que garantiram ao juiz do caso que o jovem vai ter assim um local para viver, bem como um emprego em que possa contribuir para a sociedade, tal como garante o jornal “Correio da Manhã”. Depois de pagar os 10 mil euros, não se sabendo até agora quem será que vai pagar o caução, o condutor vai ser transportado até Paris, onde estará completamente proibido de se comunicar com pessoas ligadas ao caso, ou seja, alguns familiares que eram responsáveis pelo negócio ilegal da família.

Publicidade

Na verdade, muitos imigrantes portugueses garantem que Ricardo Pinheiro acabou sendo muito mais uma vítima do que o culpado por essa enorme tragédia. Após várias investigações, as autoridades francesas garantiram que a empresa de transportes do tio do jovem era ilegal, pois não respeitava minimamente a segurança dos seus clientes, colocando completamente em risco as suas vidas apenas para conseguir lucrar mais nas viagens. #Justiça #Europa #Investigação Criminal