As mulheres cristãs, residentes na parte no nordeste da Síria, cansaram de ficar em casa recebendo as notícias de que suas vilas e povoados foram atacados pelo Estado Islâmico. Elas decidiram se juntar a milícias locais e fundar o grupo de Forças de Proteção da Mulher Beznahrin (FPMB).

Mulheres vítimas da violência e do medo se uniram e passaram a enfrentar fogo com fogo.

Enfrentando o EI

As mulheres que decidem se juntar ao grupo passam por um breve treinamento e logo recebem uma arma para lutar. São armamentos pesados, usados, aqui no Brasil, apenas pelo exército. A decisão de enfrentar o EI surgiu, depois de perceber que a paciência das mulheres acaba sendo bem eficaz no campo de batalha, homens normalmente são mais agressivos, as mulheres seriam mais detalhistas.

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De qualquer forma, diversos confrontos já foram registrados, já houve algumas baixas no grupo, mas, ainda assim, o FPMB não para de crescer. O recrutamento acontece, principalmente, nas regiões mais vitimadas pelos ataques terroristas promovidos pelo #Estado Islâmico.

Fé e armas

O cristianismo tem sido o principal alvo do EI na Síria, cristãos não são poupados quando capturados, e são as mulheres cristãs que estão lutando contra esse inimigo temido no mundo todo. A fé é usada como motivação para ter coragem de pegar numa arma e defender seu povo.

Família

As mulheres que fazem parte do FPMB são jovens, casadas, solteiras e até avós. Nada impede que participem do grupo. Cada uma tem uma motivação pessoal, e muitas delas são bem parecidas, a maioria perdeu algum parente nessa guerra, seja o marido, filho, irmão ou pai, o que deu a cada uma delas, uma causa pela qual lutar. 

Igualdade

Acima de tudo, está a busca pela igualdade.

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As mulheres que lutam nessa guerra, buscam reconhecimento e igualdade. Elas justificam que é impossível um mundo sem mulheres, e buscam esse reconhecimento fazendo sua parte na luta contra o inimigo número um do mundo civilizado. 

Violência

A violência contra a mulher tem sido uma constante nos países do oriente médio, na última semana, uma mulher também cristã, foi estuprada na frente dos filhos por um homem muçulmano, essa a realidade diária de quem vive em países dominados pelo medo e o terror da guerra. #Guerra Civil #Ataque Terrorista