Em sua jornada pela Polônia, onde participa da Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco visitou ontem (30), os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, um dos momentos mais esperados desta viagem apostólica. De acordo com informação do Memorial de Auschwitz, o papa escreveu em um livro em honra às vítimas:  "Senhor, tende piedade do teu povo! Senhor, perdoa tanta crueldade".

Segundo informações da Agência Ansa, o papa parou próximo ao "Bloco da Morte", onde também ficava a cela de São Maximiliano Kolbe, frade franciscano que se ofereceu para morrer em lugar de uma família judia. Francisco encontrou sobreviventes do Holocausto e recebeu uma vela de presente de um deles.

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Saindo dali, Francisco foi a Birkenau, onde voltou a rezar em silêncio.

Silêncio denunciador

Onde tem ido, Francisco tem denunciado os horrores da humanidade e chamado as pessoas a tomarem novas atitudes, perante os problemas do mundo. No mês passado, quando esteve na Armênia, o primeiro país cristão, Francisco citou o genocídio armênio promovido pelo Império Turco-Otomano, no início do século XX. O tema causa polêmicas com a Turquia, que já chegou a tirar o embaixador do Vaticano após Francisco falar em "genocídio", no ano passado. 

Em Auschwitz-Birkenau, o papa preferiu utilizar o silêncio como pedagogia. E impressionou a imprensa de todo o mundo.

Antecessores de Francisco

Auschwitz foi o cenário de um dos maiores horrores da Segunda Guerra Mundial: ali, 1.100.000 pessoas foram massacrados pelos nazistas, sendo cerca de 1 milhão de judeus.

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Os dois antecessores de Francisco também realizaram visitas ao local: Bento XVI em 2006 e João Paulo II em 1979.

Por ocasião de sua visita, João Paulo II, que era natural do país disse: "Não podemos apenas visitar Auschwitz. É necessário nesta ocasião, pensar com medo onde se encontram as fronteiras do ódio. Auschwitz é um testemunho da guerra. A guerra traz consigo um aumento desproporcionado do ódio, da destruição, da crueldade”.

Já Bento XVI, natural da Alemanha, país de onde surgiu o nazismo fez um discurso emocionado em sua visita. “Em um lugar como este faltam as palavras, no fundo pode permanecer apenas um silêncio aterrorizado um silêncio que é um grito interior a Deus: Senhor, por que silenciaste? Por que toleraste tudo isto?” Em seguida, fez uma prece para que jamais voltassem a haver horrores como aquele. #Igreja #Papa Francisco