Durante a festa em comemoração da Queda da Bastilha, um caminhão atropelou e matou mais de 70 pessoas e deixou 18 pessoas em estado de emergência na cidade de Nice, sudeste da França. O motorista foi morto durante uma troca de tiros.

No veículo, foram encontradas armas pesadas. Em Paris, a justiça anti-terrorista ficou encarregada do caso, que ficou qualificado como um atentado.

De acordo com o procurador de Nice, Jean-Michel Petrê, o caminhão teria circulado por dois quilômetros no meio da multidão, que estava reunida para prestigiar os fogos no feriado francês.

O presidente François Hollande, que estava em Avignon, teve que voltar para Paris às pressas para comandar a cédula de crise.

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Este é o segundo ataque mais violento ocorrido na Europa, ficando atrás apenas dos múltiplos ataques ocorridos em Paris, em novembro do ano passado, com 130 mortos. François anunciou que vai estender por mais três meses o estado de emergência do país e ampliar operações na Síria e no Iraque.

Após o atentado, o governo brasileiro irá rever as medidas de segurança para as Olimpíadas do Rio de Janeiro em agosto. Os ministros da área de segurança estão revisando todos os dispositivos de segurança para identificar possíveis problemas. Também serão instalados mais postos de controle e barreiras, além de interdições no trânsito.

Na hora do atropelamento pessoas corriam em diferentes direções e inclusive tentando entrar no mar para se proteger de uma possível explosão caso o motorista fosse um homem-bomba.

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Táxis que estavam no local transportaram os sobreviventes gratuitamente. Toda a área foi isolada e a avenida permanecerá fechada nesta sexta-feira.

O motorista do caminhão foi identificado como Mohamed Lahouaiej Bouhlel. Ele era da cidade de Msaken, na Tunísia. Ele tinha 31 anos, era casado e tinha três filhos. Também foi descoberto que ele já havia cometido outros crimes.

Ainda não há informações sobre a existência de brasileiros entre os mortos e nem se a tragédia tem, de fato, alguma ligação com grupos terroristas. #Ataque Terrorista #Morte #AtentadoNice