Em uma semana o Iraque sofreu três atentados que foram reivindicados pelo grupo que se autodenomina "#Estado Islâmico". O primeiro #Ataque ocorreu na Turquia, em seguida atacaram Bangladesh e por último foi o Iraque. Esse foi o mais sangrento dos atentados ocorridos em Bagdá, deixando um saldo de pelo menos 165 pessoas mortas e 225 feridas. Famílias foram surpreendidas por um caminhão bomba que explodiu no centro do distrito de Karrada, enquanto se ocupavam com as compras para a celebração do fim do 'Ramadã', o mês mais sagrado e comemorado pelos muçulmanos. De acordo com os médicos que prestaram os primeiros socorros, famílias inteiras foram dizimadas e havia vítimas com queimaduras que não era possível fazer o reconhecimento.

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O Estado Islâmico mandou um comunicado através da internet informando que o ataque partiu de um iraniano e refere-se a parte de 'uma operação em curso'. As pessoas continuam em choque e por causa do atentado mais sangrento do ano, ocorrido em Bagdá, o governo decretou três dias de luto.

Os motivos do EI 

De acordo com correspondente da BBC Internacional no Oriente Médio, Jeremy Bowen, o "EI" ficou furioso por ter perdido o controle da cidade de Fallujah. O exército iraquiano conseguiu recuperar a cidade que fica a uma hora de Bagdá, deixando o EI sem um de seus pontos estratégicos. Sendo esse um dos principais motivos para o ataque de domingo, pois desde que foi invadida em 2013 pelos jihadistas, Fallujah vem servindo à eles como um 'bastião'. Bowen salientou que essas mortes e destruições tão devastadoras podem ser uma mensagem clara do 'EI' e que, mesmo quando perdem uma batalha, eles atacam com mais ferocidade e matam civis inocentes no coração da cidade: "E esses ataques podem se repetir", acrescentou.

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Antes desse ataque outras duas cidades já haviam sido bombardeadas. O aeroporto de Istambul, na Turquia, sofreu um atentado na terça-feira (28), onde morreram 46 pessoas e sexta-feira (1) foi em Dacca, Bangladesh, onde pelo menos 20 pessoas morreram num ataque de extremistas. Esses atentados do califado do EI, num prazo tão curto e fora de suas fronteiras, vêm surpreendendo o mundo.