Cometendo o pior ataque contra o órgão executor de leis desde 11 de setembro, Micah Johnson, 25 anos, um americano veterano de guerra, que serviu no Afeganistão e no Iraque, disse que queria "matar gente branca". Ele iniciou um tiroteio em Dallas que acabou na morte de cinco policiais e feriu outros sete. O acusado disparou com um rifle do topo de um prédio, alvejando oficiais da policia que monitoravam um protesto contra a violência policial no centro de Dallas.

"Ele disse que estava inconformado com o recente ataque policial", contou David Brown, o xerife da policia de Dallas. "O suspeito disse que estava triste com as pessoas brancas.

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O suspeito expôs que queria matar gente branca, especialmente policiais brancos."

O tiroteio, que irrompeu durante as primeira horas da manhã desta sexta-feira, 8, marcou os protestos que se seguiam contra o assassinato de dois homens negros pela polícia de Louisiana e Minnesota.

Investigadores dos #EUA estão analisando a possibilidade do atirador ter envolvimento com grupos extremistas de força negra depois de descobrirem que ele segue comunidades de militância severa que defendem a violência contra policiais em redes sociais.

A conta de Johnson no Facebook mostra que ele curtia dois grupos extremistas diferentes: "The New Black Panthers Party" (Novo Partido Panteras Negras) e o "African American Defence League" (Liga de Defesa Afro-Americana).

"The New Black Panthers Party" é um grupo de militância negra conhecido por seu lema "anti-branco e anti-semítico".

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De acordo com o "Southern Poverty Law Centre" (SPLC), agência que monitora extremistas no país, o Grupo não tem ligação com o movimento original "Black Panters" - presente na América na década de 60 - mas ao invés disso, pedem pela morte de judeus e brancos.

O atirador também seguia o "American Defense League", que defendia diretamente a violência contra policiais.

Logo após a morte de Alton Sterling, o homem negro morto por policiais em Louisiana, o fundador do grupo postou no Facebook a promessa de "fazer sangue de porco jorrar". "Porco", entre o grupo, é um termo comum para policiais.

"Você e eu sabemos o que temos que fazer, e eu não me refiro a marchar, fazendo barulho por aí, ou comparecer a assembleias", escreveu Mauricelm-Lei Millere. "Nós temos que reagrupar as tropas! Agora é a hora de visitar Louisiana e fazer um churrasco. O ponto alto da ocasião vai ser fazer jorrar sangue de porco!"

Nesta sexta-feira, foi encontrado na casa de Johnson material para fabricação de bombas, rifles, coletes à prova de bala e um estoque de munição. Detetives também encontraram um manifesto por escrito que descreve táticas de tiro.

O presidente Obama pediu calma, alertando que a raiva à brutalidade policial nunca poderia ser justificativa para violência contra os policiais. Ele chamou o atirador de "perverso, calculista e causador de um ataque desprezível". #Crime #Racismo