Embora os robôs estejam cada vez mais presentes na sociedade global, os perigos que essas máquinas constituídas de inteligência artificial (IA) representam à humanidade começaram a ser analisados por membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

Conforme o relatório da instituição, finalizado após uma semana de reuniões sobre o assunto realizadas em Genebra (Suíça) no início do ano, a disseminação de inteligência artificial nos armamentos poderia acabar, por exemplo, nas mãos de extremistas islâmicos. Nesse contexto, eles seriam capazes de realizar ataques com armas autônomas sem a necessidade de humanos no controle.

Segundo as recentes informações do jornal inglês Daily Mail, especialistas de dezenas de países, presentes nas reuniões, batizaram esses objetos de Sistemas Letais de Armas Autônomas (SLAA).

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O principal objetivo do encontrou foi definir regras rígidas para a obtenção desta tecnologia. A medida serviu para impedir que esse tipo de armamento fosse usado de forma indiscriminada nas guerras.

Entretanto, o relatório apontou o fato desses equipamentos serem futuramente utilizados pelos terroristas, sem nenhum tipo de controle. "Embora estes sistemas (de matar robótico) possam estar disponíveis para os países tecnologicamente avançados, é provável que eles vão se proliferar", destacou o registro.

O apontamento também concluiu que a formulação de várias normas sobre o uso de SLAA dificultará o acesso a essas armas, facilitando a fiscalização sobre os produtos.

A perda de controle

De acordo com o periódico, um relatório anterior da ONU alertou para a necessidade de o ser humano continuar no controle de todos os sistemas bélicos, num momento de grande disseminação de tecnologias com IA.

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Especialistas enfatizaram a urgência da humanidade manter o domínio desses equipamentos durante os combates, para que os direitos internacionais sejam respeitados.

Para Bonnie Docherty, membro do grupo Human Rights Watch – organização não governamental que fiscaliza os Direitos Humanos -, durante muito tempo as máquinas serviram como instrumentos de guerra, comandadas pelos homens.  Contudo, acrescentou que poderemos perder o comando sobre esses equipamentos. Nesse cenário, ao invés dos humanos, as IAs decidiriam quem vive ou morre.

Análise positiva

Apesar dos receios a respeito do avanço da inteligência artificial, o presidente do Google - uma das maiores empresas de tecnologias do planeta -, Eric Schmidt, escreveu esta semana que todos deveriam para de “surtar sobre a IA”.

Ele acentuou que as pessoas sempre desconfiaram das novas tecnologias, mas com o passar do tempo essas ferramentas melhoraram a vida dos indivíduos, diminuindo os receios iniciais.

Schmidt salientou que soluções para impedir o controle das máquinas deverão ser criadas.

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“Google, ao lado de muitas outras empresas, está fazendo uma rigorosa pesquisa sobre segurança em IA, como forma de garantir que as pessoas interrompam um sistema de inteligência artificial sempre que necessário, e como fazer esses sistemas resistentes a ataques cibernéticos”, finalizou.

Assista ao vídeo abaixo sobre a nova geração de robôs humanoides da Boston Dynamics, chamado Atlas.

#Inovação #Mídia #Internet