A Rússia está cada vez mais rigorosa quando o assunto é #Religião. Já tendo barrado, anos atrás, a entrada de seitas como a cientologia, atualmente o novo alvo do governo é o cristianismo - e qualquer outra religião que não seja a igreja ortodoxa, que tem sido a religião oficial do país há séculos.

Um projeto de lei criado pela deputada Irina Yarovaya e aprovado pela câmara, sugeriu a proibição de qualquer entidade religiosa. Se algum religioso for flagrado manifestando sua fé ou evangelizando na rua, na internet ou em qualquer mídia, será condenado a pagar uma quantia equivalente a R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais).

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No caso de entidades, a multa poderá chegar ao equivalente a R$50.000,00 (cinquenta mil reais).

O projeto da deputada se baseia numa proposta de tentar evitar a qualquer custo, que religiões com histórico de extremismos como o Islã, consigam se instalar no país. Eles temem que ataques terroristas possam acontecer, e usam esse argumento para solidificar uma ideia já apoiada na nação, de que tenham apenas uma religião.

O presidente Vladimir Putin é totalmente favorável à decisão, e é um dos principais apoiadores da causa. A comunidade evangélica na Rússia representa apenas 1% da população, e apenas sete religiões são permitidas, mas depois desta decisão, acredita-se que será improvável que  consigam sobreviver por lá.

O Terror

O medo da Rússia também é compartilhado por diversos países da Europa, alguns deles podem inclusive copiar a iniciativa russa a qualquer momento.

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O fato é que esses países estão sendo bombardeados, talvez ainda não pelo Estado Islâmico, talvez ainda não por bombas, mas pelo terror, pelo medo que esses grupos promovem. 

Com o medo se espalhando pelo mundo, países ricos, e onde o cristianismo tem pouca força, tendem a ficar ainda mais fechados à discussões religiosas, nesses casos, nem o papa Francisco consegue manter as portas abertas. O argumento do medo e do terror convence qualquer um. Pastores e líderes religiosos da Rússia tentam conseguir, a todo custo, o apoio da população, para que a lei recém aprovada seja mais maleável, mas a essa altura, está cada vez mais difícil. #Terrorismo