Apesar de 97% da população da Grécia ser oficialmente composta de cristãos ortodoxos, existem pessoas muçulmanas presentes principalmente na região noroeste do país, em direção à fronteira com a Turquia. É quando termina geograficamente a região da Macedônia e começa a Trácia, tendo pela frente a cidade grega de nome Xanthi, onde é comum ver jovens mulheres e anciãs se locomovendo pelas ruas e comércio da cidade com os véus cobrindo suas cabeças. Entre as montanhas e mesmo nos centros urbanos, os minaretes das mesquitas despontam aos céus ladeados de igrejas ortodoxas gregas. Toda essa miscelânea cultural é fruto dos 400 anos de domínio turco sobre a Grécia e da guerra da Ásia Menor em 1922, quando houve a troca de cidadãos e territórios entre a Grécia e a Turquia. 

É justamente nesse contexto de sincretismo social, cultural e religioso, que nas últimas horas está circulando entre a população minoritária muçulmana daquela região grega, um aviso convocatório para que ocorra uma manifestação concentrada na cidade grega de Komotini, que fica às margens da região fronteiriça da Grécia com a Turquia, mais especificamente nas proximidades do Consulado Geral turco, visando demonstrar o apoio da população local a Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia que sofreu tentativa de um golpe militar no último dia 15 de julho, conforme informações da imprensa local. 

O Partido da Igualdade, Paz e Amizade, pela Sociedade Cultural e Educacional de Minorias da Trácia Ocidental e pela Associação de Cientistas em Minorias está sendo o responsável por acionar os gregos de fé muçulmana para partirem rumo a 1ª cidade da #Europa, cronologicamente falando, que é o Alexandroupoli, para dizer que os oficiais turcos, que solicitaram asilo na Grécia, nada mais fizeram do que uma “traição vil”, conforme noticiou o jornal “Vilma”.  

Ainda em 16/07, oito militares turcos que apoiavam o golpe militar no seu país, aterrisaram às pressas, no interior de um helicóptero do Exército, em território grego.

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Quase que imediatamente o Governo turco solicitou à Grécia a deportação dos turcos ao país de origem. O governo grego concordou em devolver o helicóptero, mas seguiu o padrão internacional quanto a pessoas que pedem asilo na Grécia. Por outro lado, posteriormente, foi ratificado pelo chanceler da Turquia que a Grécia devolveria os suspeitos. 

A ação mais contundente do golpe foi cessada ainda na manhã de 16 de julho, quando Binali Yildrim, 1º ministro turco veio a público relatar que os golpistas foram presos e a que a Turquia assumia novamente ares de tranquilidade. Se é que nessa parte do mundo, conforme vivências históricas, pode haver paz e segurança. 

O saldo trágico de todo esse levante é que centenas de indivíduos foram mortos, com milhares de pessoas feridas e presas, reiterou o turco Yildrim.  #Terrorismo #Crise