Não são boas as informações trazidas pelo presidente francês François Hollande nesta sexta-feira, 15, um dia depois do massacrante atentado que matou 84 pessoas e deixou mais de 200 feridas em Nice, no sul do país. Um motorista tunisiano, identificado pelas autoridades como Mohamed Lahouaiej Bouhlel, 31 anos, jogou o seu caminhão branco sobre inúmeras pessoas que acompanhavam os festejos do Dia da Bastilha. Segundo autoridades locais, Bouhlel levou o veículo por cerca de 2km até ser neutralizado pela polícia.

Hollande esteve nesta sexta presencialmente em um hospital de Nice que recebeu grande parte das vítimas do atentado.

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O último balanço oficial apontava 202 feridos. Na saída do local, ele falou oficialmente e atualizou o quadro das vítimas. Segundo ele, aproximadamente 50 pessoas seguem "entre a vida e a morte". Ainda ontem, Hollande ampliou o estado de emergência por mais três meses e o dissipou por todo o território francês.

"Nós temos aproximadamente 50 pessoas em estado absoluto de emergência. Isso quer dizer: entre a vida e a morte. Dentre esse grupo, há franceses e estrangeiros, mas há também várias crianças, muitas crianças", lamentou profundamente um consternado Hollande.

Em suas primeiras palavras após tomar ciência da dimensão do atentado, o chefe de Estado disse que a ação tinha "caráter terrorista". Vale lembrar que a França foi vítima de dois grandes atentados em um período de um ano e meio.

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Em janeiro de 2015, jornalistas e chargistas do jornal satírico Charlie Hebdo foram metralhados por dois terroristas ligados à Al-Qaeda - a ação matou 12 pessoas. Em novembro do mesmo ano, 130 morreram em ataques orquestrados pelo Estado Islâmico na noite que banhou de sangue Paris.

Ao mesmo tempo, a França promete não baixar a guarda em sua luta contra o #Terrorismo. O governo já adiantou que ampliará suas ações efetivas nos territórios que abrangem a Síria e o Iraque, principais redutos da organização combatente Estado Islâmico. O presidente da França ressaltou que a batalha contra o terror será "longa" e que o inimigo seguirá "no ataque".

O que se sabe até agora:

- O atentado ocorreu em Nice, no sul da França, quando inúmeras pessoas comemoravam o Dia da Bastilha. O local do crime foi a Avenida Passeio dos Ingleses, à beira-mar. No momento, há a confirmação de 84 mortes.

- Não ocorreram outros ataques na mesma noite de quinta-feira. O foco foi isolado e concentrado em Nice. Nas redes sociais, circularam boatos sobre supostos sequestros em um restaurante e um hotel, mas os rumores foram desmentidos.

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- Até o momento, nenhuma organização terrorista reivindicou o ataque. Portanto, segue como mistério a possibilidade de o ato ter sido orquestrado por algum grupo específico. Redes sociais ligadas ao Estado Islâmico, no entanto, comemoraram o ataque.

- O caminho continha armamento e bombas, de acordo com informações de Christian Estrosi, ex-prefeito da cidade de Nice.

- Mohamed Lahouaiej Bouhlel, tunisiano, de 31 anos, foi identificado como o motorista do caminhão. Ele era casado e tinha três filhos. Bouhlel já havia cometido pequenos crimes.

- Não há a confirmação de brasileiros presentes como vítimas do atentado.

 

Blasting News está cobrindo os atentados em Nice em todo o mundo. Leia também a cobertura em outros países:

- Atentados em Nice em Espanhol

- Atentados em Nice em Português (Portugal)

- Atentados em Nice em Francês

- Atentados em Nice em Italiano

- Atentados em Nice em Inglês (EUA)

Atentados em Nice em Inglês (Reino Unido)

  #AtentadoNice #PrayForNice