A maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial ganha mais um triste contorno - crianças desacompanhadas alcançam a costa italiana buscando asilo na União Europeia. Na sua maioria sírios e afegãos, elas representam 7% das pessoas que buscaram asilo no período de 2015. As informações foram publicadas pelo relatório anual do Departamento Europeu de Apoio ao Asilo (European Asylum Support Office - EASO). 

De acordo com o documento, aproximadamente 96 mil crianças viajaram sem a presença dos pais ou familiares até a UE para buscar asilo. Isso representa quatro vezes mais do que o número de solicitações em 2014. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirma que elas já chegam no território europeu desacompanhadas ou foram separadas de suas famílias durante o caminho.

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"A vasta maioria está buscando refúgio de horrores que nós apenas conseguimos imaginar. [...] Como o conflito continua, a sensação de uma oportunidade perdida e o desespero por encontrar um futuro melhor para seus filhos está encorajando muitas famílias a buscar santuário longe de suas terras", expressa o relatório de 2015 intitulado Crise de #Imigração e de refugiados na Europa (Refugee And Migrant Crisis In Europe, em inglês) da UNICEF.

Já em junho deste ano, a UNICEF publicou que, em 2016, nove entre dez crianças que entram na Europa pela Itália estão desacompanhadas. Mesmo que as crianças consigam alcançar o território europeu, alguns países ainda não possuem leis efetivas que protejam o bem estar deste grupo vulnerável, como é o caso da Hungria, Romênia e Luxemburgo.

Sofrimento contínuo

A guerra civil na Síria já custou a vida de 250 mil pessoas e causou a remoção de outras 12 milhões desde 2011, de acordo com a ONU.

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Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, a Síria é palco da maior crise humanitária e de refugiados de nossa época e uma situação contínua de sofrimento para milhões de pessoas". Mais de um 1 milhão e 400 mil pessoas, sendo a maioria sírios e afegãos, buscaram proteção internacional em 2015. #Crise migratória #Conflito na Síria