O clima de instabilidade continua na Turquia nesse sábado, 16. O #Governo turco, liderado pelo primeiro-ministro, Binali Yildirim, e pelo presidente Recep Tayyip Erdogan, revidou a tentativa de golpe instaurado por um grupo de militares rebeldes.

O ato não foi aderido pelo exército turco, mas sim por parte dele. Um dos líderes dos militares é contra o ato e manifestou apoio ao governo junto a milhares de soldados. Nas primeiras horas após a tentativa de golpe, 104 militares rebeldes e 90 membros das forças nacionais a favor do governo turco morreram. Esse número foi atualizado para um total de 265 agora há pouco.

Erdogan comunicou que a tentativa de golpe fracassou e que quase três mil militares foram presos.

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Oito possíveis líderes do ato de rebeldia teriam desembarcado na Grécia há algumas horas para evitar a prisão.

Atos praticados pelos militares

O grupo anunciou que havia tomado o poder a fim de restabelecer os direitos humanos e a democracia. Instantes depois invadiram uma rede de TV estatal e cortaram a internet no país, sobretudo as redes sociais.

O objetivo de cortar a internet é dificultar o acesso à informação dos cidadãos turcos e dos estrangeiros que tentam saber o que está acontecendo no país. Também foram ouvidas explosões na região do Parlamento de Ancara e policiais foram mortos. Além disso, os militares decretaram um ‘toque de recolher’, pedindo que as pessoas não saiam de casa.

Funcionários que estavam nas empresas precisaram continuar no local por tempo indeterminado, bem como turistas estão isolados nos hotéis.

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Dentre eles, o ministro da cultura do Brasil. Marcelo Calero. O ministro avisou que está bem e que apenas está no hotel por segurança.

Quem está por trás do golpe?

Recep Tayyip declarou que o Gülen estaria por trás da tentativa de golpe de Estado. O movimento prega o Estado laico, mas segue uma vertente do islamismo moderado.

Esse grupo foi aliado ao governo turco até 2013, mas, após ter instituições de ensino do Gülen fechadas, tornou-se inimiga do presidente e do primeiro-ministro. O clérigo que forma o movimento é considerado o grupo de muçulmanos mais influentes de todo o mundo. #Crime #Violência