O jovem português que dirigia o carro no momento do acidente que matou doze imigrantes portugueses foi libertado por ordem do Tribunal francês. Tal como informa o jornal “Correio da Manhã”, o futuro próximo do jovem condutor passa por estar preso na França e trabalhar em um local que alegadamente alguns conhecidos conseguiram arranjar para que ele pudesse finalmente sair da cadeia, depois de três meses horríveis. Desde o acidente, que também matou alguns familiares do jovem, o imigrante português tem vivido uma tortura arrepiante diária.

Foi no dia 24 de março que um dos maiores acidentes da história da comunidade imigrante portuguesa ocorreu.

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Durante uma longa viagem entre a Suíça e Portugal, um condutor de 19 anos, sem habilitação para carregar um número tão grande de pessoas, não conseguiu controlar a viatura e chocou-se de frente contra um caminhão. O resultado foi macabro: os doze passageiros morreram e só ele conseguiu sobreviver.

Depois de ter estado internado em uma ala psiquiátrica após a tragédia, o jovem português esteve preso até agora, de forma preventiva, por estar sendo acusado de doze homicídios involuntários, como informa o jornal “Correio da Manhã”. Assim como tinha acontecido no início de abril, a defesa tentou de tudo para que ele ficasse em liberdade, contudo só agora o Tribunal anunciou que o futuro do jovem, pelo menos nos próximos meses, será obrigatoriamente na França, onde terá que trabalhar para justificar a sua liberdade.

Quanto ao seu tio, alegadamente o dono da empresa de transportes que carregava imigrantes portugueses em viaturas sem o mínimo de condições de segurança, vai continuar preso, não se sabendo ao certo se a França vai acusar o jovem condutor pelos mesmos crimes que o seu familiar, que assistiu a toda a tragédia, pois também estava transportando outras pessoas para o mesmo destino em uma viatura diferente.

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Nas redes sociais, a maioria da comunidade portuguesa garante que, mais do que responsável, o jovem de 19 anos foi uma vítima do negócio irregular da sua família, tendo sido praticamente obrigado a cometer irregularidades e crimes que provavelmente não tinha conhecimento. #Justiça #Europa #Crime