#Donald Trump voltou a causar polêmica com suas declarações. Na terça-feira (5), em uma conferência com seus simpatizantes, Trump fez elogios ao ditador iraquiano Saddam Hussein, que foi destituído do poder quando os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003. De acordo com o candidato à presidência pelo Partido Republicano, o Hussein fazia de melhor era matar terroristas.

Trump afirmou que foi um erro dos Estados Unidos invadir o Iraque, pois, segundo o republicano, a ofensiva militar dos americanos no Iraque transformou o país do Oriente Médio em um reduto de terroristas do Estado Islâmico.

O milionário americano, que na época da invasão ao Iraque não demonstrou um grande apoio a ação promovida pelo #Governo do também republicano George Bush, declarou aos seus simpatizantes que Saddam Hussain era um homem muito mau, mas o que ele fazia de melhor era matar terroristas.

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Trump afirmou que admirava a política do ditador iraquiano porque ele não se preocupava em ler os direitos daqueles que eram considerados terroristas. O candidato republicano completou a sua fala dizendo que quem deseja ser terrorista deve ir para Iraque, pois o país virou a “Harvard do terrorismo”.

Os elogios de Donald Trump à política de Saddam Hussein foram duramente criticados pelo comitê de campanha de Hillary Clinton, que concorre à cadeira da Casa Branca pelo Partido Democrata. O assessor da ex-senadora da república, Jake Sullivan, emitiu um comunicado no qual condenou os elogios que Trump fez a Hussein e reiterou que, na verdade, o ditador iraquiano era um grande patrocinador do terrorismo.

Sullivan também disse que o fato de Trump aclamar os feitos de ditadores brutais mostra que o magnata americano seria extremamente perigoso como comandante de uma nação, além de ser indigno para o cargo que almeja.

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Esta não é a primeira vez que Trump elogia Saddam Hussein, que foi condenado a morte na forca por ter ordenado a execução de 150 cidadãos de origem xiita, e teve a sua sentença executada em dezembro de 2006. No ano passado, o republicano declarou que se Hussein e Muamar Gaddafi, ex-presidente da Líbia, morto em 2011 em uma revolta popular, ainda estivessem vivos, o mundo seria um lugar muito melhor. #Crise-de-governo