“Uma mancha na história da democracia na Turquia”. Assim foi descrita a atual situação da Turquia pelo primeiro-ministro Binali Yildirim. O primeiro-ministro também afirmou que o número de mortos, na tentativa frustrada de golpe militar ocorrida nessa sexta-feira (15), chega a pelo menos 265. Nos hospitais, até o momento, são contabilizados 1440 feridos, segundo informações dadas pela autoridade máxima turca, em uma coletiva de imprensa nesse sábado (16).

Yildirim também afirmou que a segurança do país deteve, durante a curta duração do conflito, 2839 militares suspeitos de envolvimento na tentativa de golpe. Entre os 265 mortos, o primeiro ministro disse que 104 estavam no grupo de militares que almejavam o poder através do golpe.

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Nesse sábado o primeiro-ministro garantiu a todos os habitantes do país que a situação da Turquia está sob controle. Yildirim também fez questão de “felicitar” a todos os cidadãos turcos que “resistiram à tentativa de golpe”. 

Primeiro ministro acusa pregador preso nos Estados Unidos de ser mentor do golpe

Assim como o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, havia afirmado ontem numa entrevista dada por telefone celular à rede CNN, Yildirim também acusou o pregador Fethullah Güllen, que está exilado nos Estados Unidos, de ser o principal mentor da sangrenta tentativa de tomada de poder.

Fethullah Güllen também já se pronunciou, e disse que não teve nenhuma participação nas ações feitas na noite de ontem em todo o país. Porém, mesmo com a negativa do pregador, o regime turco acredita com veemência que o pregador teve participação nos atentados.

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A agência de notícias estatal da Turquia noticiou também que 2745 juízes foram expurgados dos seus cargos acusados de envolvimento no violento movimento. Foram expedidos outros 48 pedidos de prisão contra membros da corte administrativa e 140 pedidos contra membros da corte de apelação. Todos mantinham alguma espécie de ligação com o pregador Fethullah Güllen.

Confira um vídeo e veja a verdadeira praça de guerra em que se transformou a Turquia na noite de ontem.

#Violência #Guerra Civil