Um primo de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, o suspeito pelo atentado em Nice que deixou mais de 84 mortos e mais de 50 feridos em estado grave, revelou nessa sexta-feira (15) que o franco-tunisiano não era muçulmano e que usava drogas com frequência. Pai de três filhos com idade entre 18 meses e 5 anos, Mohamed  batia em sua mulher com frequência e estava desempregado, segundo o do jornal britânico "Daily Mail".

O primo, de nome Hamou, disse que era quase impossível que Bouhlel fosse um jihadista - um terrorista religioso - porque ele não era religioso. Ele não ia à mesquita, não orava e não se resguardava no ramadã. Vivia bebendo bebidas alcoólicas, comia carne de porco e se drogava; tudo isso é proibido pelo Islã.

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“Ele dava muito trabalho e não era muçulmano” disse o primo.

De acordo ainda com o jornal "Daily Mail", Bouhlel trabalhava como motorista de uma transportadora e perdeu o emprego pouco mais de 6 meses atrás, quando se chocou com 4 veículos enquanto dormia na direção. A policia francesa o acompanhava desde que ele se envolveu numa briga de bar.

Nessa sexta-feira na casa em que morava foi feita uma vistoria e pertences pessoais foram apreendidos, como remédios de uso controlado e um computador. Sua esposa foi levada para prestar depoimento às autoridades.

Suspeito conseguiu enganar os policiais

O suspeito de matar 84 pessoas em Nice (França) se passou como vendedor de sorvetes para poder ficar no Passeio dos Ingleses, via onde atropelou as vitimas. Essas informações foram extraídas do jornal britânico "Express". De acordo com a publicação, o homem alugou o caminhão que usou no atentado dois dias antes, e foram encontradas dentro do veiculo armas pesadas como rifles e granadas.

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Bouhlel ainda ficou rodando por mais de nove horas nas ruas de Nice antes de ir em direção ao Passeio dos Ingleses, onde esperou uma multidão se reunir para assistir à queima de fogos. Para ter acesso ao público, ele contou aos policias que estava vendendo sorvetes. Foi aí que se iniciou o ataque. Ele ainda dirigiu por certa de 2 quilômetros antes de ser morto pela polícia. Dezenas de pessoas também ficaram feridas gravemente no ataque. #Terrorismo #Casos de polícia #Ataque Terrorista