Faltando três semanas para a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Brasil viu com perplexidade a força do atentado ocorrido em Nice, nesta quinta-feira, quando um motorista tunisiano jogou o seu caminhão sobre centenas de pessoas e matou, no mínimo, 84. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, concedeu entrevista à RJTV nesta sexta e disse que, para as Olimpíadas, "contingências vão aumentar".

"O nosso país não é um alvo preferencial desse tipo de ataque terrorista. Mas quando se trata de um megaevento como as Olimpíadas, com a presença de países que são sempre alvos, corre-se um risco sim. As forças de segurança vão demandar mais bloqueios, mais contingenciamentos...

Publicidade
Publicidade

É importante que todos estejam atentos", alertou Paes.

Recentemente, Paes concedeu uma polêmica entrevista afirmando que o Estado do Rio de Janeiro faz um trabalho "terrível" no que diz respeito à segurança pública. No entanto, afirmou que a segurança não era um "problema olímpico", e que sua preocupação se restringia em antes e depois da realização dos Jogos - que durarão do dia 5 ao dia 21 de agosto.

Planalto se pronuncia

Ciente da apreensão mundial gerada por um outro ataque na França, o Palácio do Planalto também se pronunciou sobre o caso nesta sexta-feira. Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que o governo brasileiro irá revisar todas as suas medidas de segurança para os Jogos. Segundo ele, haverá mais pontos de controle, barreiras e restrições no trânsito.

Publicidade

"Desde aquele momento (atentado em Nice), estamos trabalhando para mantermos o mesmo nível de segurança visando as Olimpíadas. Isso vai exigir revisões, novas medidas e trabalho intenso daqui para frente", resumiu Etchegoyen. #Terrorismo #AtentadoNice #PrayForNice