O acontecimento foi na última segunda-feira (18), e mostra um policial atirando contra um cidadão desarmado e com as mãos erguidas. Charles Kinsey, profissional terapeuta, estava tentando ajudar um paciente dele com autismo que fugiu do centro de tratamento no momento em que foi abordado pela polícia. No vídeo, que só foi publicado na quarta-feira (20), vê-se claramente Charles tentando esclarecer toda aquela situação para os policiais, que acham que os dois estão armados e se posicionam a uma distância segura com armas semiautomáticas em punho apontadas para os dois “suspeitos”. A polícia informou que foi chamada depois de ter sido avisada de uma situação onde um homem estava armado tentando cometer suicídio.

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Kinsey tentou explicar que seu paciente tem autismo e que não portava arma e sim um caminhão de brinquedo. Mesmo tentando explicar para o polícia o que acontecia, Charles tentava a todo o momento acalmar seu paciente, que estava muito agitado com a confusão toda.  Ele falou aos policiais que não havia necessidade de arma de fogo naquela situação, ninguém estava armado lá e que Rinaldo sofria de autismo por isso não obedecia às ordens dos agentes.

Em uma entrevista para o canal WSVN, Charles disse que estava mais preocupado com o paciente dele do que com ele próprio, por que julgava estar seguro enquanto estivesse com as mãos pra cima. Já no hospital, a vítima diz não acreditar que aquilo aconteceu. “Na hora eu pensei que podia ser uma picada de mosquito, porque eu mantinha as mãos pra cima.

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Mas foi aí que pensei: acabei de levar um tiro".

Será que o preparo psicológico desse policial estava em ordem? O policial foi questionado pelo terapeuta logo após o tiro, sobre o motivo do disparo. Ele simplesmente disse “não sei.”

Charles passa bem.

AUTISMO

É um distúrbio neurológico que afeta a interação social dos indivíduos, comunicação verbal e não verbal, além de causar comportamento repetitivo e restrito. Houve um aumento de 30% nos casos de autismo nos #EUA nos últimos anos. Uma a cada 68 crianças tem autismo no país. #Violência #Casos de polícia