No distante século XV o poeta espanhol Félix Lope de Vega y Carpio escreveu certa vez que “não há no mundo palavras tão convincentes como as lágrimas” e agora, seis séculos depois, acontecimentos tristes na sociedade moderna fazem com que as palavras ainda continuem escorrendo na forma de lágrimas nos rostos de pessoas menos favorecidas, como, por exemplo, crianças inocentes, que sofrem, sentem dor, saudade, fome, ou seja, a inocência dos pequeninos é maculada pelas maldades e diferenças do universo dos adultos.

De modo lamentável é exatamente isso o que vem acontecendo na Síria, que vive uma #Guerra Civil que se arrasta por anos e que tem dizimado a sua população, principalmente os civis inocentes que não têm muitas escolhas, se não fugir ou morrer nas zonas de conflito.

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Um exemplo trágico do citado acima foi revelado pela ONU - Organização das Nações Unidas em 12 de agosto, ocasião em que revelou estar investigando indícios claros de um ataque mortal com gás tóxico sobre a área da cidade de Aleppo dominada pelos guerrilheiros rebeldes contrários ao regime do presidente sírio Bashar al Assad. Por sua vez, os rebeldes atribuem a responsabilidade por esse ataque às forças militares governamentais da Síria, que podem ter usado o gás de cloro. Independente de quem tenha sido o autor, o ato resultou na morte de 4 indivíduos e deixou muitos feridos na região.

Staffan de Mistura, que é o enviado da ONU destacado especialmente para o território sírio, fala em “crime de guerra”, se for comprovado o uso do gás letal em barris explosivos.

A rede BBC da Grã-Bretanha mostrou nas imagens várias pessoas em um hospital tendo sérias dificuldades para respirar.

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São homens, mulheres e como já dito, crianças sem possibilidade de defesa, todos usando máscaras com oxigênio e lutando assim, pela sobrevivência diante de tamanha tragédia.

Mistura, o enviado da ONU à Síria, explica que se o gás tóxico realmente foi lançado em Aleppo, há a necessidade de “uma resposta imediata de todos". Um homem que conseguiu escapar com vida ao ataque, mesmo estando em Zebdieh, região atingida pelos barris, falou no hospital que 2 projéteis grandes caíram próximo de onde se encontrava com alguns amigos e a partir daí, um cheiro forte logo se espalhou pelo ar, queimando os olhos e ardendo a pele de quem por lá estava.

Uma fonte médica síria disse que o cloro vitimou desde criancinhas até as pessoas mais velhas. A ironia de tudo isso é que o cloro está proibido de ser utilizado em armamentos pela Convenção sobre as Armas Químicas desde o ano de 1993. Que as crianças, que o povo da Síria, possam encontrar logo a paz e segurança que tanto merecem e que parem de chorar. #Refugiados #Conflito na Síria