Embora a Guerra Fria (1945-1991), período em que os Estados Unidos e a antiga União Soviética brigavam para implementar seus modelos econômicos em outros países (capitalismo vs comunismo), tenha sido oficialmente encerrada, a rivalidade entre as duas nações parece não ter fim.

De acordo com a emissora de TV norte-americana Fox News, deste sábado (20), o governo de Vladimir Putin teria contratado especialistas em informática para captar dados do partido Democrata e de um de seus principais ícones, a atual candidata à presidência Hillary Clinton.

Segundo declarações de um ex-funcionário do Departamento de Defesa, hackers russos, além de realizarem ataques cibernéticos nos maiores sites do partido Democrata, também teriam invadido computadores da Fundação Clinton – entidade do ex-presidente e esposo de Hillary, Bill Clinton.

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Na opinião do especialista em Tecnologia da Informação (TI), que já serviu na Agência de Inteligência, Bob Gourley, as evidências indicam que as atividades dos hackers, supostamente patrocinada pelos russos, tiveram o propósito de recolher informações confidenciais.

Gourley destaca o fato dos invasores inserirem vírus de rastreio nos links das páginas. Desse modo, eles são capazes de descobrir as atividades realizadas pelas vítimas. "As pessoas são enganadas ao clicar em um link. Depois disso [clicar no link] a posição é estabelecida, o código malicioso, os hackers de verdade começam a trabalhar e a crescer a partir daí”, destaca.

Para o empresário da tecnologia Tom Kellerman, essa não foi a primeira vez que ‘piratas virtuais’, a mando do Kremlin, espionaram membros do partido. Ele revela que nesse ano milhares de pessoas influentes em Washington tiveram seus aparelhos eletrônicos violados.

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Conforme as autoridades, o primeiro alvo dos bandidos foi o Comitê Nacional Democrata. Na ocasião, e-mails falsos foram enviados para funcionários da campanha presidencial de Hillary. Ao abrirem as correspondências virtuais, os membros tiveram as senhas, os IDs e as credenciais roubadas.

A Polícia Federal estadunidense (FBI), que lidera as investigações, tornou o assunto público. Todavia, os federais ainda não conseguiram quantificar os dados subtraídos da Fundação Clinton.

O governo de Vladimir Putin nega as acusações. Contudo, o FBI suspeita que o ex-agente da CIA, Edward Snowden, que ainda está Rússia, pode estar ajudando o Kremlin nessa obscura empreitada. #Mídia #Curiosidades #Internet