Mais um assassinato brutal praticado contra mulheres muçulmanas acabou chocando o mundo todo. Desta vez, o caso aconteceu no #Afeganistão, quando a jovem Zarah de apenas de 14 anos, a qual estava grávida de dois meses acabou falecendo no último sábado (06), em decorrências das graves queimaduras. Segundo informações, a família do atual marido é acusada de atear fogo sobre o corpo da menina.

O caso aconteceu na semana passada, na província de Ghor. De acordo com autoridades afegãs, os familiares do homem rejeitado prometeram vingar-se da garota por causa do casamento entre eles não ter dado certo. Este tipo de #Crime também conhecidos como ''crimes de honra'' e são muito frequentes em países do Oriente Médio e no continente Africano.

Mohammad Azam, pai da garota assassinada, afirma que Zarah foi morta na casa do ex-marido em Ghor.

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A garota chegou a ser socorrida e levada para um hospital em Cabul, mas acabou falecendo em virtude das graves queimaduras. Somente no ano passado, 923 mulheres perderam a vida em relação este tipo de crime praticados em países como Afeganistão e #Paquistão.

Um outro caso semelhantes ocorreu no Paquistão em junho, quando a jovem Zenat Bibi de apenas 17 anos foi queimada viva pela própria mãe, por não aceitar que a garota se casasse sem a sua permissão. De acordo com as autoridades paquistanesas, na época, a garota teve o corpo molhado com querosene, foi então que sua mãe Perveen Bibi resolveu atear fogo contra a própria filha. O caso aconteceu na cidade de Lahore, uma semana após o casamento da garota.

Ainda, de acordo com Matloob Hussain, chefe de polícia da região, ele contou que a família insistia para que Zenat voltasse para casa após fugir com o marido.

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Por não obedecer aos seus pais, ela acabou morta. Hassan Khan, ex-marido da vitima, acusa a polícia de omitir-se em relação ao caso. Segundo a versão dele, os policiais observavam a distância enquanto os familiares da garota lhe seguravam para que mãe derramasse querosene sobre a filha.

Ele ainda conta que a garota não queria mais voltar para casa pois tinha medo de acabar morta. Mas como seus tios garantiram-lhe sua segurança, o rapaz acabou permitindo que a jovem voltasse para a família. Uma semana antes, uma jovem professora de 20 anos de idade havia sido morta por um grupo de pessoas, após ter rechaçado um pedido de casamento do proprietário da escola de onde ela dava aulas.

A cineasta Sharmeen Obaid Chinoy, acabou de ganhar o seu segundo Oscar após exibir a curta-metragem com o título "A Girl in the River: The Price of Forgiveness", o qual cita o relato de uma pessoa sobrevivente a um desses "crimes de honra". O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, afirma que deverá adotar medidas severas contra este tipo de crime depois de assistir ao documentário.