O maratonista etíope Feysa Lilesa, participou da competição neste domingo (21), nos jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Conquistou a medalha de prata em uma maratona super disputada com o tempo de 2:09:54” ficando atrás apenas do corredor  do Quênia, Eliud Kipchoge, que fez o tempo de 2:08:54”. Ao final da corrida, o maratonista realizou um gesto de protesto cruzando os braços e erguendo-os sobre a cabeça. O ato seria uma forma de demonstrar o descontentamento com o governo do atual primeiro ministro do país, Hailemariam Desalegn, assim como com o presidente Mulatu Tshome. O etíope, medalha de prata, repetiu o protesto na cerimônia de recebimento do prêmio e explicou à imprensa sobre o que se tratava, depois que todos começaram a perguntar o significado do gesto.

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Agora, o atleta teme por sua vida, tem medo de chegar ao seu país e, ao invés de ser ovacionado, ser preso e até sofrer ameaças de morte. Segundo ele, a simbologia do gesto nasceu junto com as manifestações contra o governo que estão sendo feitas no país, desde dezembro do ano passado. Lilesa declarou apoio aos manifestantes que foram mortos durante os últimos protestos que aconteceram na Etiópia, o corredor ainda declarou que está triste pelas pessoas que estão sofrendo na mão dos estadistas. Esclareceu que possui vários familiares e amigos presos por se envolverem no conflito. Os líderes de Estado estariam matando as pessoas contrárias ao governo atual e o atleta diz ter medo de também ser morto quando voltar. No mínimo, teme que seja expulso do país depois do ato de protesto.

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Aqui no Brasil, ele foi ovacionado pela plateia depois que os torcedores ficaram sabendo da história. Outros atletas declararam apoio à causa e prometem ajudar o colega a enfrentar a situação. Milhares de indivíduos foram mortos desde o início do conflito, mas a região de Oromia de onde vem o corredor é a mais tensa. Os manifestantes consideram que a ação do governo é um atentado contra a vida, há uma perseguição exagerada das autoridades e o número de mortos tende a aumentar. A situação é de calamidade, várias pessoas foram expulsas de suas terras, e tiveram seus bens confiscados. O atleta pede democracia e tranquilidade para o seu povo e espera conseguir voltar de maneira segura. #Esporte #Política