Na semana passada, o mundo ficou chocado com um bombardeios ao bairro Qaterji, em Allepo, na #síria. Isso porque, durante o resgate dos sobreviventes, uma criança foi fotografada com a cabeça coberta de sangue dentro de uma ambulância. Era Omran Daqneesh, um garotinho de apenas 5 anos que, tão pequeno, já é obrigado a vivenciar a guerra. Ele foi um dos 8 sobreviventes ao #Ataque.

Dentre os sobreviventes, estava seu irmão, Ali Daqneesh, de apenas 10 anos que foi resgatado com ferimentos e encaminhado ao hospital, e, de acordo com uma fonte próxima, o garoto acabou sofrendo hemorragia e danos a órgãos vitais durante o bombardeio e, por isso, acabou não resistindo.

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O repórter Kareem Shaheen que colabora com o jornal britânico The Guardian no Oriente Médio, confirmou, eu seu Twitter, sobre a morte de Ali.

Já há algum tempo que a ajuda humanitária não consegue entrar no país em regiões sitiadas por grupos rebeldes sírios ou pelo governo, como denunciou o enviado da ONU à Síria, Staffan de Mistura.

A cidade de Allepo é a segunda maior da Síria e, desde 2012, está dividida em duas partes, com o governo que controla o oeste e os rebeldes dominando o leste, e uma batalha tem sido travada entre eles, mesmo que ambos os lados já tenham declarados o cessar fogo, no fim, acabam sendo ignorados e atentados como esse da família Daqneesh são frequentes.

Al Assad, presidente sírio, tem o apoio da Rússia, das tropas libanesas do Hezbollah, unidades de elite da Guarda Republicana do Irã e combatentes iraquianos e afegãos xiitas, que vêm realizando ataques aéreos na região.

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Do outro lado, encontra-se o principal bloco rebelde composto por milícias sunitas que se intitulam como Exército da Conquista.

O início do conflito se deu quando alguns adolescentes pintaram slogans contra o governo em uma parede de uma escola. Eles foram capturados e torturados. Logo em seguida, o país entrou em guerra civil.

O #Estado Islâmico se aproveitou do caos instalado e tomou o controle de grandes áreas na Síria e no Iraque, proclamando a criação de um "califado" em junho de 2014.

Infelizmente, essa guerra parece longe do fim, e a história de Omran não é a única. Algumas semanas antes, uma maternidade síria foi bombardeada, causando a morte de um bebê e deixando vários feridos.