Betsy Davis sofria de esclerose lateral amiotrófica e tomou uma decisão emocionante. A americana, de 41 anos, resolveu por um fim na sua própria vida, cometendo uma morte assistida. Mas, antes disso, ela se despediu em grande estilo de seus amigos mais próximos. Betsy deu uma festa, que durou dois dias,  onde estiveram presentes trinta dos seus melhores amigos, que assistiram, dessa forma, aos últimos momentos da amiga, que não estava conseguindo resistir à doença. 

De acordo com a nova lei do estado da Califórnia, Betsy Davis pode cometer esse suicídio, por sofrer de doença terminal, se socorrendo de uma dose letal de drogas, preparada pelos médicos.

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A decisão foi de Betsy e, quatro horas depois, acabou morrendo na sua cama. 

Antes disso, ela teve a despedida planejada. Convidou os amigos, por e-mail, contando suas intenções. Pedindo apenas que mantivessem suas mentes abertas, lembrando a única regra para essa festa: ninguém poderia chorar na sua frente. Os amigos aceitaram o convite e se despediram, em jeito de celebração. Com pizza, bebidas, música e seu filme favorito, 'A dança da realidade', Betsy partilhou seus últimos instantes, rodeada pelas pessoas que mais amava. Uma decisão que foi apenas sua, mas que acabou recolhendo o apoio e o entendimento dos mais próximos. 

A irmã sabia melhor que ninguém tudo o que Betsy estava passando e conhecia, perfeitamente, as dores e vida sofrida que ela estava levando. Um estado de saúde debilitado, que estava se agravando sempre.

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Com o tempo, a doença foi se apoderando da vida de Betsy e já não era ela que comandava. Com dificuldades para se manter em pé, a doente já nem conseguia mais escovar os dentes e seu discurso começava se arrastando. Como ainda preservava seu raciocínio, Betsy resolveu ir em frente e se tornou em uma das primeiras mulheres californianas a cometerem o suicídio, medicamente assistido. 

Depois de um final de semana de festa, o momento mais doloroso foi mais reservado. Apenas estiveram presentes a sua irmã, o médico e uma massagista. Betsy vestiu um kimono e, na sua cadeira de rodas, ficou olhando seu último pôr-do-sol. Tomou a dose e quatro horas depois, ela morreu. 

Antes da doença ser diagnosticada, em 2013, Betsy era artista e pintava quadros. A doença lhe roubou a capacidade de pintar, mas não abalou seu coração de artista. Para os amigos, ela escolheu a "morte mais bonita que uma pessoa pode desejar", transformando, dessa forma, sua morte em "uma obra de arte".  #Eutanásia #EUA #Saúde