Nos Estados Unidos, um grupo de ateus militantes denominados de The Satanic Temple, que significa “Templo Satânico”, estão causando polêmica ao propor, como atividade extracurricular, para as escolas públicas no próximo semestre, o chamado “clube de satã”. Que, em tese, seria uma aula diferente daquela que os grupos religiosos propõem.

O grupo afirma que eles não são religiosos, nem acreditam em qualquer entidade sobrenatural. A figura de Satã não representa nada de místico para eles. Mas é sim uma figura metafórica em contraposição a religiosidade dentro do ambiente escolar. Satã foi tomado como símbolo de uma forma de combater o que eles chamam de tirania sob a mente dos estudantes.

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Um dos líderes do grupo, Ali, afirma que o nome de Satã é usado porque na mitologia bíblica ele teria desafiado o próprio Deus. Ele diz isso fazendo uma analogia do seu movimento combatendo a religiosidade vigente.

Nos Estados Unidos, existe uma lei de liberdade religiosa, de 2001, a qual determina que nenhum discurso religioso pode ser discriminado dentro das escolas. Assim, os militantes do Templo Satânico denunciam que os grupos religiosos evangélicos têm vários projetos extracurriculares que objetivam converter as crianças nas escolas, principalmente a organização chamada #Sociedade de Evangelismo Infantil.

Contudo, o nome assusta muito os pais dos alunos, que veem o grupo como diabólico, coisa do mal. Mas o grupo diz que seu objetivo é promover a laicidade do estado, além de cooperar com a justiça social e proporcionar igualdade.

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A organização já existe há mais de 20 anos nos EUA com 20 escritórios em todo o país, e possui uma sede em Nova York.

O programa do curso do “clube de satã” é constituído por aulas de pensamento crítico e ciências, e, para as crianças do primeiro segmento aulas de história indígena e artes. Além disso, o curso conta com aulas de autoestima e desenvolvimento da empatia.

O líder do grupo afirma, ainda, que pela simples associação do nome Satã o grupo é marginalizado e sofre preconceito, são vítimas de constantes ameaças de morte. Mesmo assim, resistem em desafiar a autoridades políticas e religiosas que pregam discursos intolerantes. #Política #Religião