No Brasil, existe um velho jargão que diz que ‘agosto é o mês do desgosto’. A frase, introduzida no país durante o século 16, teve origem com os portugueses. Era nesse mês em que as grandes embarcações lusitanas começavam a navegar. Embora a simbologia da frase tenha sofrido modificações com o passar dos séculos, sua ‘essência’ com relação às ocorrências de acontecimentos ruins em agosto permanece inalterável. Superstição ou não, o fato é que nesse mês o ‘demônio’ parece ter escolhido a Nicarágua como alvo de suas fanfarrices.

Desde o início desse período casos envolvendo supostas possessões demoníacas têm sido relatados naquela nação.

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No dia 10, por exemplo, a cena de uma estudante ‘sob o domínio do mal’, na cidade de Chiriza, repercutiu na imprensa internacional. Poucos dias após esse episódio, outra nicaraguense foi gravada com o ‘coisa ruim’ no corpo, na cidade de Tipitapa.

Agora, parece que o diabo resolveu atacar no município de Diriamba, em 18 de agosto. Conforme informações do periódico europeu Daily Mirror, edição de sábado (20), um exorcista teve que ser chamado para expulsar o ‘capiroto’ do corpo de uma mulher. Segundo o marido, ela havia feito um ‘pacto com o diabo’.

Durante a gravação, um sujeito de baixa estatura, com óculos e roupas características dos pastores evangélicos, interage com a vítima – ou a entidade no corpo dela. Com ele, uma ‘equipe’ de ajudantes rezam em volta da nicaraguense. No decorrer da gravação, efetuada por uma emissora local, o marido da ‘possuída’ informa que ela fez um acordo com satanás.

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Após um período de aparente encenação, onde a mulher rasteja no chão e finge estar ‘fora de controle’, ela volta ao normal. Concluído o ritual, o pastor comenta perante a câmera que os ‘maus espíritos’ temem Deus. “Glória a Deus, porque eles temem o poder de Deus”, fala.

Contudo, os acontecimentos recentes na Nicarágua parecem ser motivados pela histeria coletiva – quando uma ideia contamina a mente dos demais e várias pessoas passam a demonstrar o mesmo comportamento em diferentes lugares.

Porém, como diz um famoso ditado popular comum na América Latina, 'No creo en brujas, pero que las hay, las hay'.

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