Embora o mundo tenha acompanhado com preocupação o lançamento do míssil norte-coreano por meio de um submarino, que viajou 500 km até cair no mar do Japão, na terça-feira (23) – ou na quarta-feira (24) para os norte-coreanos -, o ditador daquele país, Kim Jong-un, 32 anos, e a população da Coreia do Norte, foram às ruas comemorar o resultado do experimento.  

Conforme o jornal norte-americano New York Post, desta quinta-feira (25), pessoas dançando ao som de músicas executadas em locais públicos da capital Pyongyang, alheias a miséria em que estão inseridas, comemoravam o êxito alcançado pelo famigerado exército norte-coreano.

Publicidade
Publicidade

O governo de Kim Jong-un usou o lançamento do míssil balístico como pretexto para mostrar aos americanos e aos sul-coreanos, que ele tem capacidade de enfrentar as grandes potências militares - caso seja invadido.

A Coreia do Norte acredita que os treinamentos militares executados por ambos os países, numa região desmilitarizada, tem como finalidade uma hipotética invasão do território controlado por um único homem, Kim Jong-un.   

O míssil de longo alcance, pela primeira vez disparado com êxito de um submarino produzido pelo governo ditatorial, preocupa as autoridades da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.

Líderes desses países acreditam que Pyongyang pode realizar ataques contra as bases estadunidenses na Coreia do Sul e no Japão, aumentando ainda mais as tensões pré-existentes em torno das duas coreias.

Publicidade

Especialistas avaliam que satélites espiões não conseguiriam detectar um submarino invasor.

Aparentando estar sob o efeito ‘hipnótico’, após assistir as imagens do lançamento através de um telão disposto na parte exterior da estação ferroviária de Pyongyang, Choe Kum Chol, um operário de 42 anos, comemorou o lançamento. "Somos uma potência nuclear e tudo está pronto, por isso não temos nada a temer", celebrou.

Atualmente, 28 mil soldados norte-americanos estão locados na Coreia do Sul, além de milhares de militares daquele país também estarem no Japão.

Estados Unidos e Coreia do Sul condenaram a atitude de Pyongyang. Eles acentuam que o governo violou diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Apesar da preocupação, até o momento, os serviços de inteligência das grandes potências mundiais não sabem – ou não querem dizer – quais são os países responsáveis por fornecer material nuclear à Coreia do Norte.

Porém, é de conhecimento público que a antiga União Soviética e a China ajudaram o país durante a Guerra das Coreias (1950-1953). Talvez, esses governos sejam os ‘amigos secretos’ do ditador.

Assista abaixo a fracassada tentativa de Pyongyang em lançar um míssil de um submarino no mês de julho. O sucesso obtido nesta semana, veio depois de duas tentativas frustradas.  

A Coreia do Norte é um dos países mais militarizados do mundo. Com população estimada em 25 milhões de habitantes, o exército daquela nação conta com 1 milhão de integrantes.

#Mídia #Curiosidades #Internet