Tudo começou com um acidente em casa, em que o pequeno Reuben, de três anos, sofreu uma queimadura com ferro de passar roupas.  Logo após o acidente, a mãe do pequeno Reuben, Lou Harvey-Smith, levou o garoto a um hospital público na cidade de Ipswich. O menino foi atendido e liberado.

Passaram-se dois dias e a mãe do garotinho retornou ao hospital, pois ele estava com febre e uma inflamação na garganta. A criança foi diagnostica com amigdalite, o médico passou antibiótico e a liberou para casa.

Porém, no dia seguinte, o menino piorou bastante, foi então que a mãe levou a criança em outro hospital para ouvir uma segunda opinião.

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Foi quando os médicos da unidade especializada em queimaduras no Chelsea and Westminster descobriram que o menino estava tendo choque tóxico devido a queimadura que tinha sofrido, bactérias entraram pelo ferimento e estavam liberando toxinas venosas na corrente sanguínea de Reuben. O estado de saúde do menino já estava muito agravado pela demora no diagnóstico. Em estado grave, ele foi transferido para um hospital em Londres. Devido a sua condição, e pelo risco de vida que corria, os médicos tiveram que amputar as duas pernas e sete dedos das mãos dele.

Os médicos que operaram a criança afirmaram que se houvesse um diagnostico precoce não seria necessário amputar as pernas e dedos do garoto, pois teria tempo hábil para tratamento.

Pedidos de desculpa

As autoridades de saúde da Inglaterra pediram desculpas pelo ocorrido e assumiram total responsabilidade no atendimento médico recebido pela criança, ressaltando que a equipe médica tinha treinamento para identificar um choque tóxico, negociando com a família do garoto uma quantia de 50 mil libras cerca de 200 mil reais.

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Além desse valor, o hospital se comprometeu em custear as órteses e qualquer outro equipamento que Reuben venha precisar ao longo da vida, para melhorar sua qualidade de vida.

O que pensa Reuben

Lou Harvey-Smith, mãe de Reuben, contou que o garoto esta aceitando sua realidade de forma surpreendente, falou que o filho, com apenas três aninhos, logo após a cirurgia, ao acordar, falou com naturalidade que as pernas ruins tinham ido embora e pediu que trouxesse os pés novos dele.

A mãe afirmou que, apesar da conformidade da criança resolveu processar o hospital, pois o hospital assumiu que o choque tóxico era de grande possibilidade pelos sintomas apresentados pelo menino e se ele tivesse tratamento adequado, não teria a necessidade da amputação dos membros de seu filho. #Crime #Casos de polícia